cidadania

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Ponto pacífico: o desenvolvimento da população brasileira levou ao surgimento de um novo tipo de consumidor, diferente do que havia no país há 30 anos. Mas e o que as empresas precisam aprender para continuar se comunicando com os diferentes nichos de mercado? Neles estão as oportunidades de negócios para as empresas – 3ª Idade, emergentes (classes C e D), singles (solteiros ou casais sem filhos) e as mulheres com renda de chefe de família – sem falar na necessidade de acompanhar as diferenças de comportamento e atitude das chamadas Gerações X, Y e Z…

Li um artigo no qual Paulo Carramenha (da GFK, empresa de pesquisa de mercado), reforçava a importância de entender movimentos, necessidades e expectativas destes nichos, além de pensar como elas se alteram ao longo do tempo.

“Cada vez mais exigente e consciente, o novo consumidor busca constantemente informações que o ajudem na tomada de decisões e se mostra menos previsível e fiel. Além disso, há mais opções de canais de compra e formas de pagamento que auxiliam nesse processo de mudança de comportamento.”

Os canais são, de forma indiscutível, espaços como o da mídia socia, né? O Consumidor2.0 em ação, que para muita gente vale mais como fiador de uma marca do que muitas inserções comerciais reunidas em TV e afins.

Mas vejamos em que mercado este #consumidor20 está se inserindo: o IBGE estima que em 2020 o Brasil terá 29,3 milhões de pessoas com mais de 50 anos com renda total de R$ 25 bilhões – hoje essa faixa etária corresponde a 43% da classe de renda mais alta (acima de dez salários mínimos) e, no total da população, 23% – mas de um grupo que costuma ir mais vezes às compras, vale destacar! Em paralelo a este grupo, outro nicho que cresce em consumo e foi apontado com destaque por Carramenha, é a classe C, que há muitos anos deixou de ser coadjuvante e tem ocupado um papel cada vez maior na economia.

“Esse é um mercado enorme que deve ser explorado. E não existe um perigo de bolha nesta parcela da população ou de acontecer um aumento do consumo que leve à inadimplência descontrolada”.

E como alcançar os nichos com assertividade? Três tendências são importantes e influenciam a percepção de valor para a maioria dos segmentos:

  • simples, pequeno e barato
  • de design diferenciado
  • com visão sustentável

Parece simples e deveria ser facilmente encontrado, mas ainda não é. A estas tendências eu gostaria de logo ver incorporada uma outra, tão importante quanto a prática sustentável: o esforço por adquirir produtos brasileiros, que são produzidos segundo nossa legislação (tanto no que concerne à preocupação com o meio ambiente quanto no que trata dos direitos trabalhistas dos funcionários envolvidos no processo) e que, na cadeia produtiva, tratá benefícios para toda sociedade, o que não ocorre quando optamos por produtos importados (mais baratos ou mais chiques, não importa) e que não trazem melhorias para o Brasil como um todo. Este é também um dos valores que precisamos – muito – incorporar. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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