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Percebo que a minha geração olha para os millenials (os nascidos na década de 1990) com um olhar misto de dúvidas e curiosidades. No fundo creio que a gente gostaria de ter as respostas e poder julgar com “olhar superior” de quem sabe tudo que o outro está passando e tem as respostas, mas a verdade é que esta é uma turma que cresceu num mundo tolamente novo.

Digo isso não só por conta da tecnologia.

Eles conheceram o mundo com computadores, celulares sim, mas especialmente com menos fronteiras, sem o medo do comunismo, com menos regimes militares, com mais oportunidades de empreender. E eram crianças quando Domenico di Masi provocou todo mundo com o Ócio Criativo!

Tudo isso está no DNA deles, naquilo que os seres trazem como uma marca indelével dada não pelos genes dos ancestrais, mas pelo tempo e o local onde nascem e se desenvolvem.

Essas minhas conjecturas ganharam força e se aprimoraram com os resultados da pesquisa realizada pela Telefónica com mais de 6.700 Millennials em toda a América Latina, Estados Unidos e Europa Ocidental.

Divulgada hoje, 13/10/2014, durante a Futurecoma #TEFMillennials  nos mostra que aqueles com idade entre 18 a 30 – a geração do milênio – estão muito satisfeitos com suas vidas e decididamente otimistas sobre suas perspectivas para o futuro.

Entre os  indicativos da América Latina, salta à vista uma percepção:

Os millenials têm expectativas excepcionalmente altas sobre o seu próprio futuro e o futuro de seu país.

Se nos EUA e Europa Ocidental metade dos jovens demonstra otimismo, 72% da geração do milênio latino-americana acredita que os melhores dias de seu país estão por vir.

Creio que boa parte advém da mentalidade empreendedora: 72% concordam que há oportunidades em seus países para se tornarem empreendedores ou desenvolver e trazer uma ideia para o mercado.

Em resumo: os jovens querem empregos estáveis e bem remunerados, bem como a oportunidade de criar suas próprias empresas!

Claro, algumas coisas não mudaram tanto assim.

A pesquisa #TEFMillennials confirma que receber uma boa educação continua sendo importante e isso significa se preparar com as competências digitais de que precisarão para obter os melhores empregos disponíveis.

A educação é uma grande preocupação para muitos da geração do milênio: 60% acreditam que a melhoria do sistema de educação deve ser uma das prioridades de infraestrutura do governo e eles estão ansiosos para que sejam realizadas melhorias na qualidade do currículo (59%), qualidade dos professores (59%), acessibilidade (48%), acesso à tecnologia (46%) e acesso à educação para todos (45%).

Claro que neste quesito os jovens da América Latina se diferenciam dos EUA e Europa, assim como se assemelham entre si.

Os jovens daqui estão menos satisfeitos com seus sistemas de ensino (42%) do que suas contrapartes na Europa Ocidental (58%) e Estados Unidos (59%), e os entrevistados na Europa Ocidental (77%) e Estados Unidos (78%) concordam mais do que os Millennials latino-americanos (67%) que lhes foi dada todas as oportunidades educacionais que desejam.

Sabem aquela história de que a dificuldade é um ingrediente da criatividade?

Este pode e deve ser cada vez mais nosso diferencial.

O que os Millennials querem da vida: um trabalho, um empregador e suas carreiras!

De acordo com a pesquisa, os Millennials estão focados em seus trabalhos e carreiras e têm metas bem saudáveis: “ter um emprego estável e bem remunerado” é uma meta pessoal que a maioria espera alcançar nos próximos 10 anos (43%), muito acima de todas as outras opções, incluindo a casa própria (16%), ter filhos (10%) e se casar (9%).

 

E pode ser longe de casa!

A maioria dos Millennials (71%) está interessada ​​em buscar além das fronteiras do seu país o trabalho certo, e esse número aumenta para 81% na América Latina. As motivações para procurar emprego no exterior variam por região: os latino-americanos (50%) atribuem maior importância à busca de um emprego bem-remunerado, enquanto a geração do milênio dos Estados Unidos e Europa Ocidental se concentra mais em adquirir perspectiva sobre o mundo (64% e 53%, respectivamente) e na exposição a uma cultura diferente (63% e 55%, respectivamente).

Mas ser feliz sozinho caiu de moda.

Os Millennials são mais conscientes e preocupados com o mundo ao seu redor, como mostram os dados:

  • Consideram a pobreza (44%), a corrupção (36%), a economia (26%) e a educação (26%) as questões mais importantes que o mundo enfrenta atualmente.
  • A corrupção (56%) e o sistema de ensino (42%) são citados globalmente como os principais obstáculos para o crescimento nacional pela geração do milênio.
  • Sentem que são capazes de gerar um impacto positivo no mundo: quase dois terços (65%) acreditam que podem fazer a diferença local, e 40% acreditam que podem fazer a diferença global.
  • Quando se trata de fazer a diferença em suas comunidades, 38% dos entrevistados disseram que pensariam em aprender mais maneiras de ajudar e 37% disseram que considerariam doar seu tempo, bem como ser tutor ou ensinar a fazer a diferença.

“Os Millennials são um segmento muito mal compreendido pelas pessoas de todo o mundo. A pesquisa global dos Millennials da Telefónica esclarece o que os impulsiona. Ela me ajudou a entender quais opiniões e comportamentos eles têm em comum com as gerações mais velhas, bem como aqueles que os distinguem. Para entender nosso futuro, precisamos compreender melhor a geração do milênio, e isso moldará cada vez mais o nosso futuro”
Alec Ross, pesquisador sênior da universidade de Columbia

Chegamos na tecnologia e na constatação de que ela faz muita diferença nesta geração.

Uma coisa que os Millennials em todos os lugares têm em comum é o uso onipresente da tecnologia móvel.

Em 2013, 72%  tinham smartphone, este número subiu um pouco, hoje são 80%.

E quanto aos tablets, eram 28% e hoje são 45% .

A maioria usa a tecnologia móvel diariamente, principalmente para mensagens de texto, chamadas telefônicas e acesso às redes sociais.

  • Para 33% a tecnologia móvel tem transformado significativamente a forma como eles trabalham
  • 53% acreditam que transformou o modo como eles acessam notícias
  • 49% disseram que tem transformado significativamente o ensino e a pesquisa
  • 83% afirmam que estão na vanguarda da tecnologia e que possuir um conjunto de habilidades digitais pode melhorar seu desempenho no trabalho e carreira
  • 73% acreditam que um benefício superior que dispor de competências digitais lhes confere é o de melhorar a qualidade do seu trabalho
  • 42% acreditam que os ajuda a concluir seu trabalho de forma mais rápida

Educação em um campo relacionado com a tecnologia também é valiosa, como demonstra o fato de que 15% da geração do milênio global acredita que estudar Ciência da Computação e Programação é mais importante para garantir um futuro pessoal de sucesso – mais do que qualquer outro campo de estudo

Gostou? Então acompanhe a gente ao vivo, estaremos lá ouvindo tudo e contando muito mais da pesquisa global da geração do milênio da Telefónica lançada hoje, 13/10/2014, durante a Futurecom, em São Paulo. O evento tem a presença de Alec Ross, ex-conselheiro sênior de inovação da secretária de estado Hillary Clinton, autor e pesquisador sênior da universidade de Columbia, em Nova York.

Você pode acompanhar tudo aqui, ao vivo, e comentar com a gente nas redes sociais usando a hasthtag #TEFMillennials http://telefonica.com/millennials

Metodologia da pesquisa
A Telefónica comissionou 6.702 entrevistas quantitativas dentre os Millennials, na idade de 18 a 30 anos, em 18 países em três regiões, incluindo Estados Unidos, Europa Ocidental e América Latina. A Penn Schoen Berland conduziu a pesquisa de 23 de junho a 4 de agosto de 2014, por meio de um questionário on-line e recrutamento central para o questionário on-line. Foram entrevistadas Millennials da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Alemanha, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Uruguai e Venezuela. Os tamanhos das amostras do país, representados no número global, são classificados pelo percentual da população em cada país com acesso à Internet, gênero e idade. As populações hispânica e não hispânica dos EUA foram consideradas no censo. A margem de erro global é de +/-1,2 por cento.

A pesquisa é uma continuação do estudo Millennials da Telefónica de 2013, a maior e mais abrangente da categoria. Veja o que se dizia em 2013 no post: #TEFMillennials O que apontou a pesquisa Líderes da Geração do Milênio de 2013.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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