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Neste final de semana Curitiba tem algo muito especial para festejar: o Teatro de Bonecos Dr. Botica completa

seis anos de atividade ininterrupta. Quem conhece um pouco da vida de artista sabe que é um grande feito, especialmente pela proposta de preservar e difundir a milenar arte do teatro de bonecos e apresentar o teatro ao público mirim, formando uma nova consciência cultural.

Falo por conta própria: apesar de ter tido meu teatrinho de fantoches quando criança e até apresentar umas estorinhas para a vizinhança, não tenho lembranças de frequentar teatros antes da adolescência, pois cresci em uma pequena cidade do interior do Paraná. Quando o Teatro de Bonecos abriu em Curitiba eu morava lá e já tinha meu filho Enzo, então com 1 ano e meio. Confesso que ao ver que abriram um teatro dentro do shopping (fica no Shopping Estação, bem no centro da cidade, onde funcionava a estação ferroviária), achei que era meio estranho e não acreditei muito no projeto.

Mas além do teatro projetado especificamente para montagens de bonecos, com capacidade para 100 lugares não marcados, a “Janela do Teatro” atrai e convida a entrar e conhecer. Em frente à esta vitrine, onde acontecem pequenas apresentações antes das sessões, verdadeiras multidões se concentram, impedindo o trânsito naquele setor do teatro. Ali os pais começam a perceber que o teatro fascina suas crianças e o famoso temperamento frio do curitibano dá lugar a um público mais simpático e solto.

Morando em São Paulo há dois anos, acostumei com a vibração diferente do público. Mas no carnaval deste ano eu estava passeando em Curitiba e soube que o teatro teria apresentações. Aliás, o shoppping estava todo fechado, mas o teatro lotado! Nas férias de dezembro, janeiro e julho e nos feriados são realizados projetos especiais com programação diária, a maioria do repertório da Cia. Manoel Kobachuk, como o que fui conferir com Enzo e Giorgio. Adoramos, não só o trabalho dos artistas, que mescla bonecos com pessoas, mas igualmente a sensibilidade ao abordar os temas, como foi no Respeitável Público, um espetáculo em que um velho palhaço (em preto e branco), relembrava o circo onde fora feliz.

As lembranças são emocionantes e Enzo, então com 6 anos, foi para casa da avó tristonho, com pena do palhaço. Admiro-os por conseguirem tamanha identificação com as crianças usando de expedientes simples e muito poucas palavras. Ao final, bati um papo em nome do Desabafo de Mãe com os artistas, e os meninos também gostaram de falar com eles sem a caracterização de palhaços que usavam para manipular os bonecos.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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