empreendedorismo / mãe
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Confesso que sofremos para escolher a ganhadora do mimo ligado a este post. Tantos comentários gentis e tantas mães ligadas ao trabalho gregário da rede que citamos aqui e que é muito a cara do trabalho que fazemos em grupos online desde 2004. Mas, numa votaçãozinha interna, escolhemos Michelle Imilio e seu comentário postado em 10/05/2012 às 12:37 pm:

“Eu sou suspeita de falar da Rede Mulher e Mãe apareceu na minha vida em um momento muito especial que foi na licença maternidade e depressão pós parto do meu segundo filho, e esses dois anjos chamado: – Glauciana Nunes e Tatiana Passagem sem saber me ajudaram muito, com os posts do blog pude perceber que não precisava ter vergonha em não ser casada e ter dois filhos com uma diferença de idade tão pouca, que eu não estava sozinha, não era a única.Através da rede conheci outras mães, fiz amizade real, e posso dizer que elas contribuiram na formação da mãe que sou hoje. Até me emociono em falar disso porque realmente foi muito importante para minha vida.”

Michele, obrigada pela presença aqui e esperamos ter sua companhia sempre no @avidaquer.

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Nem sempre as mães blogueiras se tornam empresárias, algumas descobrem novas carreiras dentro das suas profissões, uma nova atuação que aproveita o que a faculdade e o mercado de trabalho ensinaram e ao mesmo tempo exige uma guinada na carreira. Eu vivi isso e conto sempre que o “bichinho das novas mídias” potencializou minha paixão por engajar pessoas em torno das causas nas quais acredito.

Tatiana passagem mulher e mãe

Na conversa com Tatiana Passagem, do blog Entre Fraldas e Livros, eu descobri que esta minha ocupação ganhou um novo novo: “articuladora de redes sociais“. Jornalista com enfoque na área de internet, a mãe de #aos8 Vítor (de 2004) e #aos2 Alice (de 2009), tem mais uma coisa em comum comigo e com boa parte das mães que estão lendo este post: sua vida mudou radicalmente com a chegada dos filhos.

“Eles são – com o perdão do clichê – o ponto alto da minha vida. Exatamente por isso, por ter minha vida girando em torno deles, e por amar escrever, foi que comecei nesta vida blogueira, trabalhando agora como articuladora de redes sociais para a Mulher e Mãe.”

De mãe blogueira a agitadora na web, que caminho foi este? E como você vê o futuro desta sua opção de vida?

Quando o Vítor nasceu ainda não existiam blogs. Eu lembro de compartilhar a minha gravidez em um site que eu mesma fiz, com os parcos conhecimentos de html que eu tinha na época. Depois do nascimento dele, ainda arrisquei mais um site, o Gravidez Independente, que fez um relativo sucesso na época, entre as mães solteiras. Mas não tinha nenhuma pegada profissional, apenas a vontade de compartilhar o que eu passava e encontrar outras pessoas que também passassem pelas mesmas coisas. Aí vieram os blogs e eu criei o Desenho de Giz, que não tinha nenhuma temática especial, apenas a minha vontade de compartilhar coisas e situações que eu achava interessantes, inclusive a maternidade.

Tudo mudou quando eu engravidei da Alice e criei o blog Esperando Alice. Era época da gripe suína e eu precisei trabalhar em casa nos últimos meses de gravidez. Eu tinha criado uma conta no twitter para aprender a usar, por conta do trabalho. Então aproveitei e entrei em contato com um monte de grávidas, criamos um grupo na época, a Turma da Barriga. E foi por conta da Turma da Barriga que eu conheci a Mulher e Mãe, que tinha começado naquela época suas atividades nas redes sociais. Depois de algumas reviravoltas na minha vida eu me mudei para São Paulo e comecei a trabalhar como articuladora de redes sociais na MM. 

Articuladora de Redes Sociais é blogueira ou jornalista?

Eu confesso que nunca imaginei que um dia seria articuladora de redes sociais, até porque quando comecei a minha faculdade de jornalismo simplesmente não existiam redes sociais. Mas sempre gostei de internet, não só de ler, mas também de criar, compartilhar e participar. Então acho que nada mais natural do que estar aqui agora. E nada melhor do que ser articuladora de redes sociais em uma empresa que tem como mote falar com mães, já que isto é o que eu costumo fazer por hobbie. Quando você trabalha com prazer as coisas ficam sempre muito melhores. Acho que existe muito espaço para o que eu faço hoje em dia, principalmente com a dificuldade que presencio todos os dias das marcas falarem com as blogueiras mães. Além disso, também há muito espaço para o que chamamos na Mulher e Mãe de “maternidade lilás”, a maternidade real, onde se assume que a vida de mãe não é um conto de fadas cor de rosa e nem um pesadelo negro. Acho maravilhoso fazer parte disto, dizer que é ok ter dias ruins, ajudar a disseminar a cultura de que mães não precisam e ser a mulher maravilha, diminuir a cobrança que existe e que só dificulta ainda mais o trabalho já tão árduo que temos todos os dias.

Como sua família reage e é impactada por seu trabalho como formadora de opinião?

Normalmente eu falo no blog (tanto no meu pessoal quanto no da MM) dos assuntos que observo em minha vida. Mas ocasionalmente acontece sim o caminho inverso, de um assunto que debati no blog ser levado para discussão em casa. Posso citar o caso do post sobre Bullying e do post “Mãe Má”, que geraram boas conversas em casa com o meu mais velho, já que a pequena ainda não tem muito entendimento para isso. Acho que o maior impacto na minha família está na quantidade de conhecimento que eu acabo adquirindo com o contato constante com outras mães e outras realidades de vida materna, que busco acrescentar na educação que eu passo para eles. Como por exemplo de bater sempre na tecla do respeito à opinião do outro, mesmo que não seja a mesma da sua. Claro que, com a vinda para São Paulo, as coisas começaram a ficar um pouco mais “animadas”, não é? Afinal não é toda criança que tem a oportunidade de participar de eventos como os que eles vão comigo, como visitar a “fábrica” do Mc Donald´s, conhecer Fernando Scherer, tirar foto com o Maurício de Sousa no Circo da Mônica.

Compartilhe a ideia do Rede Mulher e Mãe e seus motivos para trabalhar envolvendo mães blogueiras. O que você espera construir com esse projeto?

A Mulher e Mãe foi criada pela Carolina Longo e por seu pai, Waltely Longo em 2005, primeiramente como um canal de tv exclusivo para maternidades. Em 2007, o guia de programação acabou virando uma revista, contendo também outras matérias com assuntos pertinentes e interessantes às mães que acabaram de dar à luz. Em 2010 lançamos a primeira rede social brasileira dedicada exclusivamente às mães, com um espaço restrito e para mulheres, onde ninguém é segmentada por semana de gestação, pela idade do filho ou por opções de educação e criação.
Aliás, as pessoas costumam não saber que a Mulher e Mãe não é apenas um blog, é uma empresa muito maior, que tem ainda um canal a cabo exclusivo para maternidades e uma revista (também para maternidades). 

A filosofia da Mulher e Mãe é reconhecer todas as mães como indivíduos únicos, com nome e sobrenome, sonhos, medos e alegrias. Nós sabemos que elas precisam de acolhimento e entendimento neste momento tão delicado e especial da vida, principalmente quando passam por tanta insegurança e questionamentos. Em todas as redes sociais em que a Mulher e Mãe está inserida não há especialistas falando, as especialistas somos nós, as mães, não apenas às que estão à frente da rede, mas todas que participam e compartilham suas experiências conosco. Vale lembrar que nosso projeto não é apenas para mães blogueiras, apesar delas também fazerem parte da história.

Quando eu conheci o Mulher e Mãe o projeto ainda tinha Carolina Longo (a Calu, no Twitter @ctlongo) e Glauciana Nunes, mas hoje a formação é outra, numa equipe tão afinada que nem sentimos a mudança. Fabiana Dezidério, publicitária, mãe do Joaquim (2 anos e meio) e que também tem o blog Conversa de Mãe, atua na equipe com Tati e Lilian Gaino, gerente da plataforma Mulher e Mãe, relações públicas e mãe da Olívia (1 ano).

Siga a entrevistada nas redes sociais:
blog | rede mulher e mãefanpage | twitter

E por falar em Mães Corujas… 

O mimo para o melhor comentário neste post é um adesivo especial para as mães que corujam muito seus filhotes, cortesia da Cuack, que está desenvolvendo adesivos lindos para decoração. Eu sou suspeita porque sempre gostei do trabalho ligado à tipografia da Souto Design (da Dri Souto, do blog Mulheres Mães) e agora este trabalho está consolidado na nova empresa, me animei (em especial com este aqui) e fiquei com vontade de adesivar minha vida inteira (risos!).

Não deixe de comentar para concorrer ao prêmio, que será enviado diretamente pela Cuack para o endereço do ganhador.

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Leia também os outros posts da Semana @maecomfilhos 2012 no @avidaquer:

Empreendedorismo materno e @ciadasmaes 

De Seja Feliz Meu Filho a Mulher Sem Script, entrevista com @natercia_tiba

Uma rede para reunir as mães que nascem quando chega um bebê (entrevista com @tatianapassagem do @redemulheremae)

“Antes de ser mãe, eu nunca…” (ou O que eu realmente queria de Dia das Mães)

A gente tem mesmo muito a aprender com as crianças sobre ser feliz!

Conversa com as mães do @mamatraca 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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