mãe

Neste domingo o Fantástico mostrou um garoto prodígio do piano, uma criança que, aos oito anos, se apresenta ao lado de um urso de pelúcia. Na verdade há bons motivos para o menino mostrar tanto talento: ele é tataraneto do compositor Franz Liszt – ou seja, o talento é uma herança genética.

Mas alguns de nós, mesmo sem ancestrais tão famosos, já notou isso nas crianças da família. A capacidade acima da média em alguma área se mostra de várias formas e uma das mais simples é a felicidade (que o europeu Michael mostra no vídeo abaixo) que parece só se completar depois da escola (às vezes longe dos amigos) praticando aquilo que gostam.

Pode ser piano, futebol, ginástica, pintura, mas é como um brinquedo favorito, muito querido e capaz de trazer felicidade imediata. E como pais não podemos esquecer que a felicidade não é o sucesso ou a facilidade para praticar o que escolhemos quando crianças. E que precisamos saber dar valor e estimular a satisfação e realização das crianças nestas atividades extra-curriculares sem buscar reconhecimento público como resultado final.

Algumas crianças têm grandes talentos naturais, que devem ser reconhecidos e estimulados. Mas quando temos mais de uma criança na família – especialmente se forem irmãos – devemos tomar muito cuidado para, ao valorizar o que se destaca mais porque tem mais facilidade, não excluir os outros desta área, tanto quanto evitar que eles mesmos se excluam.

No livro Irmãos sem rivalidade, as especialistas em relacionamento familiar Adele Faber e Elaine Mazlish tratam deste tema no capítulo 4, intitulado Igual é menos. Com sensibilidade elas no lembram que

“Precisamos ser cautelosos com afirmações do como: ‘Ele é o músico da família’; ‘Ela é boa aluna’; ‘Ele é o esportista’; ‘Ela é artista’. Nenhuma criança deve ser excluída de nenhuma área de realização humana. É necessário que fique bem claro para cada um dos nossos filhos que a alegria do estudo, da dança, do teatro, da poesia, do esporte é para todos e não está reservada somente para aqueles que tem uma aptidão especial”.

A rapidez com que uma pessoa aprende não é tão importante quanto o sentimento que ela coloca no que faz – e nisso ninguém é igual.

😉

P. S. Vale lembrar que o húngaro Liszt compôs as obras mais difíceis para piano até hoje, algumas conhecidas do grande público no desenho de Tom e Jerry “Cat Concerto”, ganhador do Oscar.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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