Tão bonitinho

Alguns valores são herdados, são passados de pai para filho. Muitos deles são relembrados ou revividos nas marcas tradicionais que, independente de seu investimento em marketing, reinam absolutas porque estão no nosso inconsciente. Ao me ler você lembrou doLeite de rosas (ou de colônia) e o creme Nívea de latinha que faziam a pele da avó ser um pêssego, da pomada Minâncora que resolvia os problemas de acne, do perfume de sabonete phebo que o avó exalava no jantar, da brincadeira que tudo cabe na Cônsul ou que aquilo “não é uma Brastemp“?

Sinesteta que sou, senti o cheiro da infância. E senti uma emoção deliciosa também ao assistir neste domingo com meus filhotes o novo comercial da Ortopé. Eu e meus irmãos fomos aquelas criancinhas sempre de sandália ortopé (sem salto nem frufrus, mas anatômicas e de muita qualidade, como defendia minha mãe), geralmente branca ou bege, que distoavam um pouco do resto da molecada da rua. Verdade, hoje fã de havaianas, eu nunca as usei na infância. Kichute, que Gui conta que tinha aos montes, meu irmão nunca usou – e ele sempre dizia que minha mãe lhe dava aquela sandália unissex e por isso ele parecia a quarta menina da familia. Seja como for, eu gostava muito dos meus calçados que combinavam com os vestidos de menina e os laços de fita que eu usei até ficar mocinha e que aguentavam pular corda, amarelinha, correr na rua à noite brincando de pique alerta, cair mil vezes da bicicleta. Brincadeiras que meus filhotes, nascidos e criados em apartamentos, mal conhecem, mas que para mim são marcas de um tempo feliz. 

O comercial está aí abaixo, o código foi uma gentileza do marketing da Ortopé que me mandou uma mensagem gentil contando que acompanha meu trabalho como mãe que bloga e como jornalista que está à frente do site Mãe com filhos. E a mensagem dele fica como um convite para todos os pais que visitam o blog: vivam uma vida mais alegre e descontraída também. A campanha (que tem detalhes da criação contados de forma muito simpática no blog de Alessandro Garcia) instiga as pessoas a perceberem que existem maravilhas nas pequenas coisas porque todo mundo tem um lado criança para se soltar. E quem é melhor do que as próprias crianças para ensinar como se faz isto?

E vai ser assim, como se não fosse nada
No meio de uma ação completamente inusitada
Num instante simples qualquer…

E prepare-se, porque vai acontecer onde você estiver!

Vai pegar você de surpresa
No carinho de um abraço demorado
Ah, você vai adorar este momento totalmente inesperado!

Porque está gravado na sua lembrança
Esta alegria imensa: isto é ser criança!

E vai ser assim, como se não fosse nada
E tudo vai ficar como você sempre quis
Na atitude simples, inesperada, você vai se dar conta
de como sua vida pode ser muito, muito mais feliz.

A mensagem me lembrou muito um dos pensamentos que me guiam e que é de John Lennon:
A VIDA É AQUILO QUE ACONTECE ENQUANTO FAZEMOS PLANOS PARA O FUTURO.

Vamos deixar de planejar e começar a viver hoje de forma mais leve, mais feliz, soltando a criança que ainda está dentro de nós.

Nota: este post não é um publieditorial.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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