Tablet substitui livros? Não sei, mas poderia aliviar a mochila escolar!

“Ensinar trigonometria à geração Y com um tablet e não com uma “régua + compasso + lápis” não é uma maneira muito mais ágil?”
@joares no Num Clique

Família em 2011 :-)

Nesta semana Maitê Lemos, uma das mães blogueiras responsáveis pelos autores do Ver Para Crescer, compartilhou no grupo “Refletindo sobre a educação” uma notícia que criou polêmica no Ceará. Uma escola decidiu adotar os tablets no lugar do material escolar padrão (cadernos, apostila) e foi criticada na sua ação de marketing que “Tablet substitui livros” e foi tão atacada na sua estratégia (de afirmar que excluiria os livros), que atenuou a campanha depois, como está explicado aqui por Joares Miranda.

Como mãe também tive muitas dúvidas sobre o uso dos leitores digitais e muitas vezes pensei em comprar um leitor como kindle para testar, mas, como muitas outras famílias, acabei pulando esta tecnologia e indo direto para o tablet. E só me convenci de que ele seria uma alternativa boa quando os meninos mexeram no iPad pela primeira vez (tem post contando aqui, com vídeo) quando comprei e passei a usar e a deixar os meninos usarem. Facilita demais a vida, não só na leitura e pesquisa (inclusive de livros de referência, mas na versão digital, o que permite que uma vasta biblioteca fique à mão), mas no compartilhamento de informações, trabalho em grupo (na nuvem, com recursos como o Google Docs, que #aos11 usou há duas semanas para finalizar um ppt com os amigos) e na comunicação em tempo real usando IM.

Não sei como funcionaria no universo da escola de fato – em casa eu controlo o uso, cuido para que o tempo produtivo seja equilibrado com o lazer digital – mas considero que as questões apontadas no texto, relacionados à redução do peso da mochila e a comparação do custo do material (mais durável do que as apostilas) com o custo do material escolar para um ano letivo, são bem pertinentes e nos fazem pensar.

À primeira vista, A menina do narizinho arrebitado é mais um livro, mas veja nas imagens como há uma nuance de animação que cativa as crianças atuais. E tem sons, deliciosos, da água, do vento, do universo do Sítio do Picapau Amarelo.

🙂

Minha experiência aqui em casa mostra que a nossa geração vai adotar mais os livros de referência e não deixará de lado o prazer do livro impresso. Já as outras, não sei – mas vejo meu filho #aos8 se divertindo com a série animada do Monteiro Lobato e do Dr. Seuss para tablet e penso que estes autores mais “antigos” não falariam tão bem a língua dele no formato antigo, mas são grandes companheiros no novo formato do iPad. Imaginem como será o Menino Maluquinho no tablet? E as séries da Ruth Rocha, quanta coisa linda poderia sair desta mistura!

Para quem quiser saber de outros aplicativos para crianças, tem algumas dicas neste post. E não deixe de ler as dicas dos paizões super conectados AJ Freire (@nerdpai) e Rodrigo Toledo (@rodrigostoledo) sobre os cuidados para garantir a segurança na navegação familiar no iPad.

😉

E nos rendemos à Apple? De certa forma, sim. Nós optamos por presentear os meninos com iPods porque consideramos esta chance de pesquisa (de ir além) que está nos aplicativos e nos livros baixados para ler mais interessante do que a possibilidade de terem um telefone celular para mandar mensagens de texto para os amigos. Em poucas semanas de uso, notei uma diferença imensa na absorção de informação por parte deles – claro que eles também jogam, mas não é só isso – e estão numa descoberta diária que nos ensina muito.

Por isso, quando leio discussões como esta sobre se o tablet vai acabar com os livros, eu penso que sou “integrada” e não “apocalítpica” (lembram desta teoria da comunicação, de Umberto Eco e cia?) e creio que a mescla das mídias vai fazer do futuro um espaço com muito mais compartilhamento não só de experiências, mas de conhecimento, num brainstorm constante.

 

Sem falar que, quando me deparo com recados como o da imagem, com o marido viajando (num evento de gastronomia em BH) e os filhotes deixando recadinhos no Instagram dele, eu me rendo! E tem gente que não entende o valor da tecnologia aproximando famílias!

E aí, na sua casa, como está sendo esta migração de livro de papel para livro digital?

P.S. Este assunto, sob o foco do uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) na educação em família, é um dos debates interessantes que acontecem no espaço La familia y las TIC” (A familia e as TIC)no ning do VI Encuentro Internacional EducaRed 2011. Passe lá, vamos mostrar como as famílias brasileiras são presentes na vida digital dos filhos!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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