atividade física / cidadania / destaque

Como eu, você deve ter ouvido falar muito sobre a competição que está embutida no tal espírito olímpico e no quanto isso pode ser bom ou ruim para nossa sociedade.

Eu confesso que fiquei refletindo sobre isso por dias. Se a gente defende a meritocracia, ou seja, uma sociedade baseada no mérito e nas conquistas individuais, então de certa forma defendemos a competição. Mas será que ela é ruim? E, acima disso, será uma competição contra agentes externos, rivais, concorrentes? No fundo me parece que ao buscar o sucesso estamos numa luta interna.

😉

A grande questão é ser maior ou melhor do que a gente é, disse Viviane Mosé, na sua coluna A arte da gestão.

Ao afirmar que “vivemos um modelo exploratório de cultura mostrando que um deve vencer o outro, independente dos instrumentos que usa” ela trazia um “legado olímpico” diferente:

O verdadeiro objetivo da competição é a superação, sendo maior ou melhor que você mesmo.

Ela também argumentava que não devemos lutar contra uma sociedade competitiva, muito pelo contrário.

“Devemos brigar para que ela seja cada vez mais competitiva e critérios fossem estabelecidos para que os mais elaborados e fortes tivessem seu lugar. Essa seria uma sociedade da competição que considera critérios.”

E sobre a competição e os critérios para se viver buscando superar seus limites, uma reflexão que, confesso, ainda não digeri e por isso não tenho opinião formada: paratletas deveriam competir de igual para igual com os atletas comuns, por serem todos de alta performance? Um cego poderia nadar tão bem quanto um cara que vê bem porque o que conta são outras habilidades?

Lucas de Abreu Maia, cego desde a infância, escreveu sobre a polêmica da foto da Vogue chamando as Olimpíadas de maior evento de segregação e sugerindo que em várias modalidades os atletas poderiam competir juntos.

Ele alega que “o esporte é, por definição, um estímulo às diferenças biológicas entre pessoas. Michael Phelps só é Michael Phelps porque tem pulmões anormalmente grandes. Os maiores maratonistas do mundo têm, invariavelmente, uma proporção maior de hemácias no sangue. Por que diferenças mais visíveis não podem também ser celebradas nas olimpíadas?”

E eu fiquei sem saber como responder, o que pensar e, principalmente, o que defender. Mas muitas amigas opinaram!

🙂

Concorda? Discorda?

P.S. E para quem não acompanhou a polêmica das fotos com os atores Cleo Pires e Paulinho Vilhena como paratletas, veja aqui:

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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