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Quem já ouviu falar do Sunday, Bloody Sunday? Para mim foi somente o título de uma música do U2 por muito tempo, eu confesso, sem relacioná-la à Irlanda. Adolescente ainda, eu era muito ligada em MPB e não prestava a devida atenção à letra de nada e, enfim, não tinha internet para eu googlar tudo que ouvia.
Mas ao descobrir que se referia ao Domingo Sangrento, um massacre de civis que incendiou o conflito na Irlanda do Norte, comecei a prestar atenção no assunto. Ajudou-me a entender um pouco esta história o fato de o padre que realizou nosso casamento ser um irlandês ex-professor universitário em seu país. Mas Padre Patrício, que atualmente usa suas forças para trabalha e luta pela inclusão social (de meninos em situação de risco e de prostitutas paupérrimas) na favela do Parolim em Curitiba, não me contou como tudo foi realmente sangrento.
A partir dos confrontos que se iniciaram com uma passeata em 30/12/1972 a Irlanda do Norte viveu três décadas de violência e fez todo o mundo conhecer o nome do IRA. Em minha infância lembro que guerra tinha dois sons no Jornal Nacional: Irâ-Iraque e IRA na Irlanda.
Este conflito nasceu de intolerância religiosa, pois os católicos são minoria lá e a elite dominante e leal à Grã Bretanha era protestante. Intolerância, sempre ela. Cansados da discriminação e motivados pela independência da Irlanda do Sul (hoje República da Irlanda), em 1922, no final dos anos 60 os católicos do norte começaram a se organizar para lutar por direitos civis e por uma Irlanda unificada e independente do Reino Unido. Atualmente a Irlanda ainda é parte deste reino, mas a luta violenta cessou a partir do acordo de Belafst.
Dois filmes que revi recentemente na TV a cabo mostram en passent personagens desta história atual: O Chacal e Inimigo íntimo. O cinema e a TV às vezes são uma forma de conscientização política, apesar de todas as críticas que recebem.

 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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