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SUITS -- Season: 2 -- Pictured: (l-r) Patrick J. Adams as Mike Ross, Gabriel Macht as Harvey Specter -- Photo by: Robert Ascroft/USA Network

SUITS — Season: 2 — Pictured: (l-r) Patrick J. Adams as Mike Ross, Gabriel Macht as Harvey Specter — Photo by: Robert Ascroft/USA Network

A roupa faz o monge. Não há rei nu. Apresente-se como um rock star. São tantas as frases que me veem à mente quando penso que julgamos as pessoas e pressupomos suas áreas de atuação e sua competência pelas roupas que usam…

É um julgamento raso?

Honestamente, não tenho certeza.

Meu pai, gerente de banco, era engravatado quando nasci, do tipo que vestia ternos sob medida é exclusivos, feitos por alfaiate. Minha mãe, advogada, sempre gostou de mandar fazer roupas e saia nas colunas sociais desde mocinha, famosa por sua elegância e bom gosto.

Até hoje, ambos já apresentados há muitos anos, eles têm prazer em se vestir adequadamente para cada situação. É parte da personalidade de cada um.

Por isso acredito que a roupa tem significado. No que somos e no que queremos demonstrar.

🙂

Esse preambulo é para falar sobre uma série que descobri neste ano no Netflix e “me consumiu” até eu esgotar o que estava disponível – o que em setembro de 2016 significa 4 temporadas.

O traje é o ponto inicial dessa história e não por acaso a série chama Suits.

 

#abreaspas para o pessoal do Tecla SAP:

Um dos vários significados de suit, e de seu plural suits, é “terno”. Pelo fato de Suits se tratar de uma dramedy (drama + comedy) que retrata o dia a dia de um escritório de advocacia, não é necessário muita ginástica mental para também interpretarmos o título da série como “processos”, pois suits pode também ser uma redução de lawsuits. 
Suits, assim mesmo no plural, é também gíria para nos referirmos a executivos, empresários, políticos, funcionários do governo, como os agentes da CIA ou do FBI, por exemplo, entre outras pessoas que vestem terno e ocupam posição de autoridade. 

E a série gira em torno de engravatados, de um grande escritório de advocacia que atende casos de Direito Comercial ou Cível. Um lado complementar de outra série nova-iorquina, White Collar onde os Suits são os procurados pelo FBI.

(eu adoro essa outra série que também está no Netflix)

E, de cara, Suits nos coloca em cheque e diante de um dilema ético que é o fio condutor de todas as temporadas que vi: vale mais ser um bom advogado ou ser um advogado de verdade? Até que ponto é justo, certo ou conveniente jogar de acordo com as regras? Basta aparentar ser um dos jogadores para entrar no jogo? Se você for bom o suficiente para continuar jogando, pode se considerar apto e se manter lá? 

Há também, ao longo das temporadas, um desconforto que assombra a todos nós: podemos agir certo, mas quando acobertamos erros (grandes ou pequenos) de quem amamos, estaremos agindo tão errado quanto eles? Passamos a ser igual aos caras que criticamos? Teremos todos um preço?

Entenda a premissa da série:

Michael “Mike” Ross (Patrick J. Adams) é um garoto que foi expulso do colégio, mas com uma brilhante memória que lhe permitiu excelentes notas no teste de admissão em cursos de Direito, sem nunca ter obtido o diploma por não poder entrar em nenhuma faculdade. Harvey Specter (Gabriel Macht), um dos melhores advogados de Manhattan, testa-o e o aceita-o como um de seus associados. Devido à política da firma de aceitar apenas ex-alunos da Escola de Direito de Harvard, ambos mentem que Mike é um graduado que frequentou Harvard. Ao contrário do veterano Harvey, Ross cria vínculos com seus clientes. Harvey, com seu jeito frio, evita contato com Mike em assuntos que não sejam sobre trabalho. Mas no decorrer da série eles criam um forte vínculo de amizade um com outro, o que faz de Mike Ross o pupilo de Harvey, que ensina ao novato todos os truques sobre o ramo jurídico.

Não sou a única que gosta da série!

Suits foi nomeado para seis premiações diferentes desde 2012, com Gina Torres e Patrick J. Adams recebendo premiações individuais por seus papéis como Jessica Pearson e Mike Ross, respectivamente. O show foi nomeado como Melhor Drama no TV Guide Awards de 2014 e Drama Favorito no People’s Choice Awards de 2013. Torres foi nomeada como Atriz de TV Favorita num Papel Coadjuvante no ALMA Awards de 2013 e como Melhor Atriz Coadjuvante na Televisão no Imagen Foundation Awards de 2013, enquanto Adams foi nomeado por Desempenho Expressivo para um Ator num Seriado Dramático no Screen Actors Guild Awards de 2012.

E se você não se incomodar com alguns spoilers, pode ver este vídeo do Obsesséries:

Concordo com eles porque acho que o aprendizado desta amizade, que eles chamam de “bromance“, a parte afetiva de amigos, é o ponto forte do Mike e do Harvey, assim como um dos pontos que nos faz ter muito pena do Louis Litt (Rick Hoffman), o outro advogado que é um dos protagonistas da série.

Rick Hoffman

Mas, honestamente, as mulheres são a melhor parte. Amo as roupas, a atitude, as falas e até os equívocos de Jessica e Donna.

Suporto a Rachel com muito boa vontade, como a gente aguenta aquela namorada do amigo querido, sabem? Olho para ela, penso que “coitadinho do Mike, ficou órfão ainda criança, perdeu recentemente a avó que o criou” e evito fazer forward nas cenas dela! E, enfim, sempre tem alguma coisa que agente aproveita do figurino dela.

Sarah Rafferty como Donna Roberta Paulsen - A assessora jurídica(secretária) de Harvey e confidente, Donna trabalhou com Harvey desde o seu primeiro ano como promotor assistente e é extremamente leal a ele. Ela supervisionou todas as decisões pessoais e empresariais de Harvey, e não tem medo de dar-lhe conselhos ou apontar defeitos pessoais. Meghan Markle como Rachel Elizabeth Zane - Uma associada de verão em Pearson Specter Litt e a noiva de Mike, Rachel trabalha a tempo parcial, enquanto cursa Direito na Universidade de Columbia. Ela é a primeira associada que não é aluna de Harvard. Gina Torres como Jessica Lourdes Pearson - Jessica é a co-fundadora e sócio-gerente da Pearson Specter Litt, que foi orientada por Daniel Hardman como uma associada recém-formada. Sua estatura na firma aumentou após ela e Hardman retirarem três sócios nominais (Gordon, Schmidt and Van Dyke) do nome da firma. Ela tem uma relação próxima com Harvey, proveniente da orientação e patrocínio da ascensão de Harvey na empresa, bem como pagar a sua graduação em Harvard.

Sarah Rafferty como Donna Roberta Paulsen. Meghan Markle como Rachel Elizabeth Zane. Gina Torres como Jessica Lourdes Pearson.

 

E, neste quesito, sempre tem muito coisa para babar no figurino das manda-chuvas do escritório Person-Hardman e outros sobrenomes que se vêm e vão ao longo das temporadas. Especialmente nos vestidos da Jessica. Legitima representante dos Novos 40, Gina Torres está extraordinariamente linda e impecável, sempre. 

jessica-pearson-suits-outfits

🙂

E Donna? O que dizer dessa pessoa que todo mundo queria ter na vida?

(ela também já passou dos 40, sabiam? É de 1972, 3 anos mais nova do que Gina)

donna and harvey suits

Eu não seria eu, sem você.

Essa frase de Harvey para Donna dá a linha condutora das temporadas seguintes e [SUPER SPOILER] muda tudo no final da quarta temporada.

Mas antes…

E para quem gosta de sofrer…

A série está atualmente no ar em sua sexta temporada, qestreou em 13 de julho de 2016 e foi renovada para uma sétima temporada com 16 episódios para 2017.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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