Assinamos um contrato, mas não lemos as letrinhas pequenas

Já aconteceu comigo: uma foto da minha família na sala de casa, publicado numa reportagem do G1, foi uma das mais usadas e baixadas sobre inclusão digital. Meu cabelo também já foi “roubado” para uma promoção de compra coletiva – e na época eu até consultei especialista em direito digital sobre o tema para decidir se processava ou não.

Nossa e-família no G1: pais conectados, filhos protegidos

Essa história contada também pode estar acontecendo com você, olha só:

Shubnum Khan e uns amigos da faculdade participaram de um ensaio fotográfico gratuito chamado #100FacesShoot (ensaio de 100 rostos).
O fotógrafo prometeu retratos profissionais a 100 pesoas em troca do ensaio.

“Pensei que a foto seria usada para seu portfólio ou um projeto artístico. É muito rápido – você assina um papel, entra, o fotógrafo diz ‘sorria para a foto’. E definitivamente não me disseram que minha foto seria usada para um banco de imagens.”

Ela conta que descobriu com ajuda de uma amiga, depois começou a buscar fotos semelhantes usando um recurso do Google e encontrou muitas.

“No começo, achei engraçado. Mas com o tempo, vi que havia muitas fotos e que eu não ganhava dinheiro com isso.”

Ela entrou em contato com o fotógrafo, que confirmou que ela havia aberto mão do direito das fotos, que hoje eram de bancos de imagens para os quais ele vendia.

“Assinamos um contrato, mas não lemos as letrinhas pequenas. Foi idiota.”

Embora o fotógrafo tenha removido sua foto do banco, Shubnum ainda vê seu rosto em propagandas que já tinham compraram sua imagem. Ela contou a história no Twitter e outras pessoas entraram em contato para compartilhar suas descobertas em bancos de imagens. Algumas dizem que seu (falso) testemunho as inspirou.

Shubnum diz que não culpa o fotógrafo que tirou sua foto e não considera processá-lo.

“Eu vejo como fomos usados tão facilmente. Me sinto um pouco idiota e não quero outras pessoas fazendo os mesmos erros.”

Já aconteceu comigo: uma foto da minha família na sala de casa, publicado numa reportagem da @folhadespaulo, foi uma das mais usadas e baixadas sobre #inclusaodogital. Meu cabelo também já foi “roubado” para uma promoção de #compracoletiva – e na época eu até consultei especialista em #direitodigital sobre o tema. Essa história contada na BBC pode estar acontecendo com você, olha só: Shubnum Khan e uns amigos da faculdade participaram de um ensaio fotográfico gratuito chamado #100FacesShoot (ensaio de 100 rostos). O fotógrafo prometeu retratos profissionais a 100 pessoas em troca do ensaio. "Pensei que a foto seria usada para seu portfólio ou um projeto artístico", lembra a autora, que hoje tem 33 anos. "As pessoas lembram dele ter mencionado um projeto artístico." "É muito rápido – você assina um papel, entra, o fotógrafo diz 'sorria para a foto'. E definitivamente não me disseram que minha foto seria usada para um banco de imagens." "No começo, achei engraçado", ela diz, sobre ter encontrado várias versões de seu rosto no banco de imagens. "Mas com o tempo, vi que havia muitas fotos e que eu não ganhava dinheiro com isso." Ela entrou em contrato com o fotógrafo, que confirmou que ela havia aberto mão do direito das fotos, que hoje eram de bancos de imagens para os quais ele vendia. "Assinamos um contrato", ela escreveu no Twitter, "mas não lemos as letrinhas pequenas. Foi idiota." Embora o fotógrafo tenha removido sua foto do banco, Shubnum ainda vê seu rosto em propagandas que já tinham compraram sua imagem. Ela contou a história no Twitter e outras pessoas entraram em contato para compartilhar suas descobertas em bancos de imagens. Algumas dizem que seu (falso) testemunho as inspirou. Shubnum diz que não culpa o fotógrafo que tirou sua foto e não considera processá-lo. "É uma ótima história para contar no bar", diz, embora agora queira também compartilhar sua história como um alerta. "Eu vejo como fomos usados tão facilmente", afirma. "Me sinto um pouco idiota e não quero outras pessoas fazendo os mesmos erros." #privacidade #direitosautorais #Igualdade #empatia #solidariedade #politica #cultura #educacao #empoderamentofeminino #somosmulheres #avidaquer

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.