E para quem não entende a “utilidade” da Campus Party, duas dicas desta quarta #cpbr5

Quando conto que anualmente me organizo para poder aproveitar um mínimo da agenda da Campus Party, este evento fantástico que reúne pessoas inovadoras ligadas ao universo da tecnologia, algumas (muitas?) pessoas não me entendem. Mas a verdade é que a cada ano a curadoria de conteúdo deste evento brasileiro é mais plural e temas “menos nerds” e mais palpáveis para quem é usuário final de tecnologia (quase todos nós, não é mesmo?) e menos ligado ao universo dos programadores geeks estão presentes nos debates e palestras.

Exemplos são alguns dos temas desta quarta que, vejam que maravilha, estarão disponíveis por streaming (transmissão ao vivo pela web) gratuitamente neste link do Palco Principal http://live.campus-party.org/live/load/id/1. Se você quiser acompanhar, basta entrar no site na hora certa, colocar seu foninho de ouvido e aproveitar para descobrir novos mundos neste universo digital que nos une.

Às 13h tem Dave Haynes, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da SoundCloud (sobre a qual vale ler aqui), a principal plataforma de audio que permite a qualquer pessoa capturar, registrar e compartilhar seus sons através da web. Com a experiência de uma década na indústria musical, Dave trabalha atualmente na vanguarda das tendências da música digital, sendo responsável pelos mundialmente conhecidos OpenMusicMedia e Music Hack Day. Trata-se de um dos jovens empresários de música mais importantes do Reino Unido e é um palestrante frequente em vários eventos de TEDxCardiff para o SXSW.

Este horário é muito ruim para você? Que tal às 19h?  No começo da noite o artista visual e compositor britânico Neil Harbisson vai falar sobre a fundação (Cyborg Foundation) que criou em 2010 para ajudar os seres humanos a se tornam ciborgues e defender seus direitos. Em 2004 ele se tornou a primeira pessoa reconhecida como um ciborgue por um governo. Harbisson possui acromatopsia, que é uma condição visual que o obriga a ver o mundo em preto e branco desde seu nascimento. Desde seus 20 anos tem instalado um olho eletrônico na cabeça chamada eyeborg, permitindo que reconheça as cores.

Viram só? O futuro sobre o qual a gente lia ou ouvia falar (quem não lembrou do Homem de 6 milhões de dólares ou de Blade Runner?) já chegou e a gente fica sabendo detalhes do jeito como ele está acontecendo, em tempo real, em eventos como a Campus Party. Não fique de fora, aproveite, veja, leia, opine e compartilhe isso tudo!

🙂

P.S. Para os mais politizados, recomendo também a mesa Cyberativismo político: separando o joio do trigo que acontece hoje, às 14h30h. Discutindo se todas as notícias que imputam falhas de sistemas e a invasões hackers estão certas, a mesa vai debater contra o que, exatamente, se está protestando. Para começarmos a entender o que está em jogo e o que não aparece na mídia sobre essas ações de “hackers”. No canal Inovação, com streaming aqui http://live.campus-party.org/live/load/id/2.

[update] Post com tema correlato que recomendo: Cibridismo ou ciberhibridismo – você está nessa era, sobre os  novos conceitos como ubiquidade (estar sempre conectados) e ciberhibridismo(Cyber + Híbrido – nosso corpo biológico integrado nas plataformas digitais).

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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