Sorria, você está sendo filmado

Há tempos sei que algumas ruas de São Paulo são vigiadas por câmeras e parece que tem ajudado muito na segurança. Mas as câmeras em todo lugar também nos dão a sensação de total falta de privacidade. Hoje li que outras cidades médias estão instalando câmeras e me assustei. Moro na paulicéia, mas num bairro pacato que parece uma cidade interiorana e não posso imaginar minha vida filmada. Ao ler a notícia pensei nos filmes futuristas Minority Report e Déja Vu.
Aliás, Minority Report é um livro e, como Admirável Mundo Novo e 1984, fala deste mundo futurista que já começa a nos alcançar em alguns aspectos. Junto a Fahrenheit 451 são considerados distopia, termo que acho interessante porque é muito atual, pois mostram sociedades tidas como perfeitas, utópicas, mas na verdade corruptíveis e cujas normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. Com isso, a tecnologia e as inovações que aparentemente fariam dessas sociedades exemplos de perfeição, acabam por tornar-se meios de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações. Alguma coisa soou déja vu?
Por falar em livros, está acontecendo a FLIP 2007 – Festa Literária Internacional de Parati. Queria estar lá, mas só quando a Flipinha tiver atividades para meus dois filhos. Quem sabe daqui a alguns anos?
Para quem adora literatura e acompanha pela mídia como eu, vale ver o Roda Viva especial que a TV Cultura apresenta de 9 e 13 de julho. A lista é boa, com quatro escritores e dois jornalistas (jornalista é escritor?):

  • O mexicano Guillermo Arriaga, premiado roteirista de filmes como “Amores Brutos”, “21 gramas” e “Babel”
  • O moçambicano Mia Couto, um dos mais destacados nomes da literatura africana de expressão portuguesa
  • O israelense Amós Oz, reconhecido como o mais influente escritor de seu país na atualidade, falará sobre suas obras, que retratam com clareza as agruras da guerra em Israel
  • A sul-africana Nadine Gordimer que em seus escritos trata da deterioração social causada pelo apartheid, estará diante da bancada de entrevistadores
  • O norte-americano Lawrence Wright, escritor, roteirista de cinema e um dos jornalistas investigativos mais respeitados da atualidade, que falará, dentre outras, sobre ataques terroristas e sobre o filme Nova York Sitiada, de 1993, dizendo se mudaria alguma coisa no roteiro depois do 11/9
  • o inglês Robert Fisk, correspondente do jornal The Independent no Oriente Médio, que está lançando no Brasil o livro “A Grande Guerra pela Civilização: A Conquista do Médio Oriente”. Ele enfocará esse lançamento, o trabalho que desenvolve há 30 anos como correspondente de guerra e a experiência de entrevistar Osama Bin Laden.

Em tempo:

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook