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Tô chocada!
Realmente este país não respeita seus líderes verdadeiros, seus heróis e tampouco valoriza o papel dos atletas como formadores de (boa) opinião.

A notícia diz:

“O Comitê Olímpico do Brasil (COB) quer evitar novas opiniões políticas polêmicas de atletas nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Após o desabafo de Joanna Maranhão​ em uma rede social durante esta semana contra a diminuição maioridade penal, a entidade fará uma “orientação” para os atletas evitarem atos do tipo. A intenção é que, enquanto estiverem com o uniforme do Time Brasil, os atletas deixem de lado opiniões pessoais que possam incomodar torcedores.”

Além da minha irritação sobre o fato de não valorizarmos nossos atletas (e eu apoio as ações destes líderes naturais da comunidade, como fiz com o Atletas pela cidadania e o Instituto Reação, de Flávio Canto), me deixou pasma pensar que há uma sugestão de censura contra os atletas.

Isso mesmo, censura!

No Brasil e em pleno século XXI.

o.O

E as palavras do superintendente executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire, só pioram esta minha “impressão”:

 “Enquanto o atleta não está sob nosso controle, não temos domínio nenhum, cada um pode se posicionar como quiser, como aconteceu esta semana (com a Joanna Maranhão). Quando chega aqui sim, a gente dá uma orientada, mostra que quando está aqui dentro é um embaixador do Time Brasil, e que é melhor ele guardar sua posição para si. Não temos nada contra, só que não fale em nome da delegação inteira.”

(Foto: print de tela do portal Terra, por Marcelo Pereira )

(Foto: print de tela do portal Terra, por Marcelo Pereira )

Eu defendo a liberdade de escolha e a voz de Joanna e convido todos a se posicionarem.

Pensei bastante antes de fazer esse vídeo mas considero o desabafo necessário pra minha saúde mental. Estou a caminho do meu quarto campeonato pan americano mas não representarei esse Brasil que segrega e que não se compadece.

Posted by Joanna Maranhão on Quinta, 2 de julho de 2015

“Não consigo dissociar a representatividade que tem eu vestir a camisa do Brasil no Pan e a política do meu país. Já é a segunda vez que amanheço e tomo conhecimento dessas manobras criminosas que Eduardo Cunha tem feito no Congresso e sinto um desgosto muito grande. Não sou a favor da maioridade penal. Eu vou para o Pan defender o meu país, mas não vou representar pessoas que batem palma para Feliciano, Malafaia, Eduardo Cunha, Bolsonaro. Não faço questão nenhuma de ter a torcida de vocês.”

Por isso falei que somos todos um pouco Joanna, como na semana passada fomos um pouco Maju (no caso de racismo contra a jornalista da Globo. Queremos um país diferente e melhor? Precisamos ter voz!

🙂

P.S. Vale lembrar do texto da Talita Ribeiro, jornalista e evangélica que não concorda com a bancada religiosa. Nem sempre a gente se sente representado e isso é um direito!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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