Sombras da noite: um Johnny Depp meio Beetlejuice

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Tenho cada vez mais a impressão de que só fãs sentem-se realmente satisfeitos com as obras que resultam da parceria Depp e Burton no cinema. Dark Shadow (Sombras da noite) só reforçou este julgamento. No filme Johnny Deep vive um homem que a princípio incita empatia, mas logo se perde na sensação de Déja Vu que resulta não do fato da obra ser uma derivação de uma série de TV, mas sim das semelhanças com Beetlejuice (Os fantasmas se divertem) e Edward Mãos de Tesoura, filme que lançou Depp como parceiro das esquisitices interessantes de Burton no cinema.

Eu, que conheci o ator a série Anjos da Lei (na qual ele interpretava um dos jovens policiais infiltrados em escolas problemáticas), ainda espero ver o brilho dele em filmes… Mas Alice e outros equivalentes andam me cansando!

Mas, se mesmo assim você quiser ver, chegue sabendo um pouco da história:

“1752. Joshua (Ivan Kaye) e Naomi Collins (Susanna Cappellaro) deixam a cidade inglesa de Liverpool juntamente com o filho, Barnabás, rumo aos Estados Unidos. A intenção deles era escapar de uma terrível maldição que atingiu a família. Vinte anos depois, Barnabás (Johnny Depp) é um playboy inveterado que tem a cidade de Collinsport aos seus pés. Após seduzir e partir o coração de Angelique Bouchard (Eva Green), sem saber que era uma bruxa, ele é transformado em vampiro e preso numa tumba por dois séculos. Quando enfim desperta, dois séculos depois, encontra sua propriedade em ruínas e os poucos familiares ainda vivos escondem segredos uns dos outros. Em meio a um mundo desconhecido, Barnabás se interessa por Victoria Winters (Bella Heathcote), a tutora do jovem David (Gulliver McGrath).”

O menino, um tipo que consideram esquisito em 1972, mas hoje seria quase normal, é um dos clichês da história, que no final trata da carência, necessidade de afeto e aceitação que mora dentro de cada um de nós. Neste sentido o filme acerta e pode agradar, mas não creio que seja mérito de Burton e sim do roteirista original da série.

Momentos interessantes são vistos na surpresa de Barnabás com as novidades do mundo depois de 200 anos e a caracterização dos personagens nos anos 1970. A trilha sonora inclui clássicos que vão de Carpenters a Alice Cooper, salvando várias passagens.

Por fim, uma visão de mãe que, neste dia, não foi com os filhos ao cinema: o filme não é para crianças. Tweens (pré-adolescentes) podem se divertir e adolescentes devem ser o público-alvo do filme.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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