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unschooling

Sempre falo de escola, sou voluntária e apoiadora do Todos Pela Educação e isso me coloca a favor da escolarização. Mas acompanho, sem preconceitos nem conceitos fechados, o movimento que discute o valor da escola como instituição.

Há alguns anos participei de um debate importante justamente porque defendia o espaço de socialização e de regras sociais como importante.

Neste dia, eu conheci este pai da reportagem e dois anos depois o filho mais velho dele estava na plateia de outro debate do qual participei, na Campus Party e foi legal ouvir o relato do aluno.

Na época, as palavras de Murilo Digiácomo, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança e do Adolescente do Paraná, explicavam que a lei brasileira não reconhece a possibilidade de os próprios pais ensinarem os filhos em casa.

“O que a lei quer é a matrícula no ensino formal, para quem o Estado tem o dever de intervir nas situações em que a criança ou o adolescente estão fora da escola”. De acordo com Murilo, “os pais infringiram princípios constitucionais, contrariaram o Código Penal, feriram o ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e ainda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96)”.

Embora eu entenda que alguns pais podem estar aptos a educar os filhos com igual (ou superior) qualidade à da escola disponível em sua região, vejo a Educação Domiciliar (homeschooling) com muitas reservas.

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O que aparece agora com força – e no debate VivoEduca do qual eu participei já surgia com timidez, mas com pais bem interessados no assunto! – é a desescolarização.

Confesso que, entre me tornar tutora dos meus filhos, com aulas organizadas em casa ou fora dela, mas de um jeito formal, e a opção de tirar este modelo de estudo, eu adotaria o unschooling.

😉

Como você se posiciona sobre este tema que é ao mesmo tempo contemporâneo e tão antigo (afinal, nossos ancestrais não iam à escola, né?). Conte aí!

E para ajudar, deixo informações sobre o começo deste movimento:

Surgida no final da década de 1960, a proposta educacional ganhou impulso em 1971, com a publicação do livro Sociedade Sem Escolas (Deschooling Society), de Ivan Illich, que critica as instituições escolares, sob o argumento de que monopolizam os recursos de aprendizado e desincentivam o desenvolvimento da autonomia de aprender e de ensinar fora delas.


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