sustentabilidade

Recebi há alguns dias o convite para um debate que acontece hoje, na UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente) para exibiçao e debate em torno do documentário “Sobre Rios e Córregos”, do diretor Camilo Tavares, em celebração ao Dia Mundial da Água. A data, sobre a qual já falei em outros anos no @avidaquer, é um convite para pensarmos na nossa relação com este bem tão precioso do qual muitos só lembram quando falta ou está ruim.

Na  produção de 2010 (que tem teaser no vídeo incorporado no post) a relação entre São Paulo e suas águas é mostrada de modo inteligente e dinâmico, sem deixar de demonstrar o quanto o é tema conflituoso – e antigo.

“O documentário ajuda a entender porque a cidade de São Paulo enfrenta problemas com as águas sobre as quais está assentada. Por baixo de todo asfalto e concreto corre uma rede de rios e córregos que chega a 1500 Km de extensão. Desvios, aterros, canalização de rios, especulação imobiliária, habitação irregular são alguns dos temas abordados. O documentário teve estreia mundial na edição de 2010 do festival Tudo é Verdade e fez parte da mostra “O Estado das Coisas”.”

Na conversa de hoje, com apresentação e mediação do debate conduzidas por Valério Igor P. Victorino, docente da UMAPAZ, sociólogo e doutor em sociologia pela Universidade de São Paulo, os convidados poderão rever seus conceitos sobre a metrópole que se transformou, “ao longo de uma história marcada por acelerado progresso e avanço da ocupação humana, num caso peculiar de transformação da água tanto em solução quanto em problema, fonte de energia e lucro mas também de lixo, poluição, enchentes, problemas de saúde e de trânsito”. Depoimentos de especialistas – como Raquel Rolnik, José Galizia Tundisi e moradores da cidade, como o roteirista Fernando Bonassi – analisam o histórico de uma convivência conflituosa que reflete as opções por desviar cursos de rios e descuidos no modelo de crescimento urbano.

E se São Paulo fosse uma metrópole fluvial?

E se você nunca tinha pensado em São Paulo como uma cidade sobre rios, vale ver o Projeto do engenheiro Saturnino de Brito para evitar as enchentes e aproveitar a água do Rio Tietê. Sim, aquele mesmo que dá nome à rua no bairro do Jardim Botânico no Rio de Janeiro, um engenheiro sanitarista que realizou estudos de saneamento básico e urbanismo em várias cidades do país, sendo considerado o “pioneiro da Engenharia Sanitária e Ambiental no Brasil”. Algumas de suas ideias se mostram contemporâneas quando pensamos na quantidade de rios que deixaram de ter vida para que a gente morasse nas grandes cidades e no custo que estas opções nos trazem todos os dias.

Se você gostou da ideia, há uma luzinha lá no fundo do túnel: o Departamento Hidroviário da Secretaria Estadual de Transportes contratou um estudo de viabilidade do anel hidroviário. Quem sabe se não falta justamente a nossa reação, como sociedade civil organizada, para mostrar que apoiariamos uma revolução das águas em moldes mais sustentáveis?

(não custa sonhar)

P.S. A UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente) fica na Av. IV Centenário, 1268 – portão 7A, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP. O debate, aberto ao público, acontece das 14h às 17h.

[update] Relembrando outros Dias da Água e debates sobre o tema por aqui:
São as águas de março, fechando o verão… é a promessa de vida no meu coração…
Navega São Paulo em família
E se São Paulo fosse uma metrópole fluvial?
Águas das Florestas no #diadaterra
De onde vem a água que você bebe?

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Nasci em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, região linda do Paraná. E eis que eu,
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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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