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Momentos marcantes de bullying em filmes: Karatê Kid, O caçador de Pipas e Preciosa.

Na semana passada uma condenação judicial envolvendo adolescentes foi tema na mídia: em 2008 dois estudantes da 7ª série (então com 14 anos) viveram o que muita gente acha normal da idade, mas felizmente começa a ser visto como um crime moral: o bullying entre colegas de escola. A vítima ganhou apelidos e começou a ouvir insinuações do colega e após 4 meses de maus tratos dentro da escola (ela era chamada de “tábua sem peito e sem bunda”, dentro outras ofensas, inclusive físicas), os pais da garota processaram os pais do agressor.

Não aconteceu pela internet, mas me lembrou muito uma discussão sobre a responsabilidade que os pais têm sobre os filhos menores de idade que permeou um encontro que tive com representantes do Ministério Público e da SaferNet na Globo de São Paulo há poucas semanas. Claro que brincadeiras entre adolescentes não podem ser confundidas com a prática do bullying, mas elas devem ter um limite de bom senso, que em alguns casos tem sido esquecido, no geral porque os menores se sentem acima da lei por sua minoridade penal. E alguns abusam justamente do ciberbullying porque acreditam que não serão rastreados nem incrimados. Ledo engano!

Mesmo nos espaços comumente usados no Brasil para a prática do cyberbulying – comunidades no Orkut, Twitter e Blogs – nos quais o agressor se esconde atrás de perfis falsos e passa a atormentar insistentemente suas vítimas, há formas de nos defendermos, como comentou Cybele Meyer em seu post Pense antes de postar. Se você tem alguma denúncia a fazer ou sabe de algum conteúdo inapropriado pode denunciar aqui.

Caso você seja vítima de um crime na internet, imprima as provas com o endereço do e-mail do remetente, o código da fonte, a página da internet ou o endereço do site ou blog. Em seguida, vá até a delegacia mais próxima e leve as provas impressas – e se possível, vá até um Cartório de Notas para registrar uma Ata Notarial do conteúdo hospedado na internet.

Lembre-se de procurar a polícia para formalizar a denúncia e aguarde orientações. Não tome nenhuma atitude sem prévia autorização policial, pois a coleta de informações na Web sem autorização judicial caracteriza crime.

Quando testemunhar algo que viole os Direitos Humanos, denuncie e procure as autoridades. Caso tenha alguma dúvida, entre em contato com Safernet Brasil (prevencao@safernet.org.br).

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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