entretenimento

Postei direto do Instagr.am/Posterous e não veio texto junto, né? Mas segue aqui um update porque este texto do LP de 1977 é uma preciosidade:
“Receita para produzir um disco como este:
  1. Amar os participantes do mesmo sobre todas as coisas
  2. Fazer o impossível pela recíproca
  3. Não deixar que sua posição interfira na criatividade dos participantes
  4. Procurar criar, em todos os momentos, um ambiente de amor e não de trabalho
  5. Usar ingredientes como a voz de Miucha, a presença e os arranjos de Tom Jobim, a participação de Chico Buarque, etc.
  6. Se vocês fizerem esta pergunta: “Mas assim a coisa fica muito fácil, não é?” Resposta: “É!”.

Por Aloysio Oliveira, que assinou a coordenação artística e direção de estúdio do disco Miucha & Antonio Carlos Jobim, de 1977 pela RCA.

Neste disco, que também tem dedicatória de Tom a Radamés Gnatalli (que se você não sabe quem é, vá correndo aprender!), eu relembrei de algo que há tempos penso sobre esta vida de música online, mp3, downloads, itunes e tudo mais: tem gente que não imagina o que se perdeu depois que os LPs morreram.

O prazer de olhar o lado A e B, antes mesmo de ouvir as canções, de ler o que se escrevia na contracapa para nos convencer a comprar, a noção da ordem das músicas, do que era lado B e lado A, de olhar as fotos e a arte dos encartes internos… algumas coisas, meus queridos, não tem blog, animação, youtube, nada que possa substituir.

Este disco é de quando eu era muito pequena para colocar para tocar na vitrola, mas suas canções foram parte de minha infância, adolescência, vida adulta. E mesmo dos primeiros arquivos de mp3 que coloquei no meu player, certamente dois ou três daqui estavam lá. Mas hoje, ao arrumar o rack onde estavam os poucos discos em vinil que trouxe da casa da mamãe para cá há alguns meses e ver a contracapa que ilustra este post,  eu me apercebi de que meus filhos, mesmo sendo educados culturalmente para respeitar todos os papéis numa produção artística (sim, eles jamais levantam do cinema antes da sessão realmente acabar e Enzo lembra até dos nomes de dubladores dos seus filmes favoritos), não terão esta relação com os produtores, diretores de estúdio, diretores de arte, fotógrafos e tantos outros profissionais que fazem os sonhos da gente tomarem forma nas músicas que amamos.

Neste final de tarde outonal eu deixo a pergunta para vocês: será que tudo isso realmente importa? Devemos insistir e continuar contando estes detalhes ou a realidade das novas gerações que simplesmente baixam música nos meios digitais é tão diversa da nossa que eles descobrirão novas formas de alcançar estas informações que me são tão preciosas?

Você pode gostar também de ler:
Ele aparece em fotos ao lado de Gilberto Gil (como essa aí de cima), ao
"A raridade que não vale pra você pode valer pra outra pessoa" Quem cuida do
Adoro quando a primavera chega. Mais do que as flores e a natureza que se
É comum que os pais criem expectativas para os filhos e até realizem parte dos
Comecei a semana num workshop com pessoas super interessantes e, em certo ponto do intervalo
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas