cultura web / destaque / roteiros

  
Atendendo a pedidos dos amigos (em especial do #vivapositivamente), usamos um pouco mais o snapchat ao longo do nosso primeiro dia no Uruguai. A “colagem” desses instantâneos é engraçada, um rascunho bem bruto do que seria nosso relato de dia muito cheio e agradável.

Confesso que ainda tenho certa relutância em usar muito essa rede social porque exige que eu olhe tudo e não me “impõe” nada, como o Facebook faz com sua timeline, posts patrocinados e algoritmo que vive mudando. Eu preciso entrar nos perfis dos amigos para ver!
Como em tudo, os amigos é que fazem as coisas serem boas ou não. Acho que cheguei no ponto em que o snapchat tem jeito de pracinha com amigos. 
  
A ideia do snapchat, que está entre os 10 aplicativos mais baixados em 2015, parecia organizar a troca de arquivos pessoais entre amigos. Tanto que quando vamos mandar uma mensagem, podemos escolher para quem vai.

Com o aplicativo, usuários podem tirar fotos, gravar videos, adicionar textos e desenhos à imagem e escolher o tempo que a imagem ficará no visor do amigo de sua lista. Por enviar e depois apagar, virou um espaço de liberdade e até contravenção adolescente, com envio de fotos “íntimas e pessoais”, mas também com a possibilidade do acompanhamento do cotidiano, seja de uma celebridade, uma marca ou dos pássaros do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, um dos projetos corporativos mais criativos do snapchat brasileiro.

  
O interessante é justamente o que eu não faço: garantir que não haverá memória eterna do que eu compartilharei.

(eu salvo os vídeos e fotos depois!)

A função? Acompanhar algo em tempo real, como se estivesse lá. Muito além do voyeurismo (e deve ter muito disso), é uma experiência de aproximação.

  

“O tempo de cada snap é de 1 a 9 segundos, e após aberto, a imagem ou vídeo somente poderá ser vista pelo tempo escolhido pelo remetente. A imagem é excluída do dispositivo e também dos servidores.”

Mas dá para salvar a sua história antes que sua carruagem vire abóbora. Basta clicar em salvar a história e um “patchwork” do seu dia é criado instantaneamente, como esses que coloquei para ilustrar o post.
🙂

  
P.S. O snapchat acaba tendo acesso a tudo. De acordo com pesquisas realizadas pela AVG Technologies, esse é o aplicativo que mais consome bateria dos smartphones com a plataforma Android porque usa ao mesmo tempo GPS, wifi, câmera e redes de dados do smartphone.


Estatísticas