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Sinestetas, ou sinestésicos, são pessoas capazes de associar diretamente dois ou mais sentidos. Alguns veem cores em números ou letras; outros  as melodias assumem formas e texturas; há ainda as que atribuem aromas e sabores aos sons.

Eu sou sinesteta e sinto cheiros com imagens.

Pois é, como explico para amigos às vezes, eu evito alguns tipos de programas de TV ou filmes. Imagina quem sente cheiro vendo imagem assistir filmes de guerra ou coisas como Walking Dead?

Eca!

Se você nunca ouviu falar deste “distúrbio” ou quer saber mais, aproveite porque hoje à meia noite (de segunda para terça-feira), o Discovery sugere uma abordagem ampla sobre a condição dessas pessoas com a estreia do especial Sinestésicos: sentidos cruzados. Com uma hora de duração, a produção da Mixer Films, numa parceria de Discovery e Peugeot, investiga as sensações de cinco sinestetas a partir da ciência e também das artes. A direção geral é de Rodrigo Astiz, e direção de Pedro Ianhez e Paulo Diehl pela a Mixer Films. Pelo Discovery, o projeto foi supervisionado por Cris Orlandi (branded entertainment), Renato Lima e Michela Giorelli.

 

 

Os personagens brasileiros:

  • Joshua é psicólogo e descobriu ser sinesteta durante uma das aulas da graduação. Para ele, o número cinco é azul claro e as áreas do conhecimento de uma biblioteca também têm suas cores – a filosofia, por exemplo, é verde.
  • Para Gabriel, a sinestesia é um auxílio em sua profissão de tatuador. Onde há músicas e vozes, ele vê evoluções cromáticas, com formas, linhas e desenhos. Viviane é professora de yoga e, além de ver cores em sons e movimentos, consegue sentir o “toque espelhado”: sempre que algum aluno diz estar com dores e toca a região do corpo afetada, Viviane sente em si a mesma dor.
  • As cores e as palavras têm cheiro para Palmira. Ela chega a salivar quando o cheiro de determinada cor lhe apetece. Aida identifica sabores e texturas gustativas nos sons e palavras.

Primeiro, os participantes do documentário passam por experimentos científicos que buscam mapear eventuais padrões de associação entre os sentidos. Depois, eles narram as sensações para um grupo de cinco artistas que transportam para suas obras aquilo que ouviram.

Depois de participarem de testes e exames de ressonância magnética, os cinco participam de um experimento diferente: todos farão o test-drive em um carro e relatarão as suas experiências sinestésicas durante a direção. Na segunda etapa, criativos produzirão obras inspiradas no relatos. Entre os tradutores de sensações sinestésicas estão um chef, artistas plásticos e visuais, um músico, perfumista e especialista em fragrâncias. Ao final, sinestetas e criativos se encontram para compartilhar as sensações através da obras.

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O programa também recorre a fontes como Professor Marcelo Costa, do Instituto de Psicologia da USP, e o Dr. Li Li Min, do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia da Unicamp para explicar como os cérebro humano elabora os sentidos – desde o os órgãos receptores de estímulos externos às áreas cerebrais que processam as informações enviadas por eles.

Gráficos computadorizados ilustram o funcionamento das funções cerebrais e a localização das regiões onde as principais impressões sensoriais são registradas. Outras discussões, como a incidência do fator genético para determinação da sinestesia, são abordadas pelos especialistas. As fontes também revelam aquilo que atualmente a ciência já conhece sobre a sinestesia, bem como as áreas de estudo ainda em exploração.

O neurologista Fabiano Moulin, explica que na maioria das pessoas os sentidos são delimitados entre si, de maneira que as sensações correspondem diretamente a estímulos específicos, sem o “cruzamento” que ocorre nos cérebro dos sinestésicos. Estima-se que de 1 a 4% da população seja capaz de misturar as sensações próprias dos diferentes sentidos – em determinados ambientes, como as escolas de artes, a incidência pode chegar a 20%.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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