bem estar

Sabem aquelas coisas que pensamos ou fazemos tão “no automático” que nem questionamos se é normal? Ontem estava lendo a revista Época e fiz um achado daqueles: meu cérebro é sinestésico.

Para falar a verdade, não só eu não sabia que meu jeito de achar cores para letras, números e palavras não era comum, como eu sequer tinha atentado para a palavra sinestesia (já tinha lido ou ouvido sem ter a menor curiosidade sobre o significado). Não vou me alongar, porque preciso me aprofundar mais no tema para escrever sobre ele – e sei que o farei. Uma dica é o blog Sinestesia, que achei hoje e fala do tema com propriedade.

Para quem se interessou, a matéria na revista conta resumidamente a descoberta desta alteração neurológica (descrita pela primeira vez em 1880) e tida como um fenômeno involuntário, acompanhando o indivíduo por toda vida e pode ser passado de geração em geração. (Preciso conversar com meus filhos hoje sobre o tema). Basicamente é uma confusão que a mente faz, confundindo audição, visão, tato, paladar e olfato. Eu me identifiquei 100% na mais comum, ver números ou letras em cores bem definidas. Mas sinto que tenho questões com audição e olfato também, só quando eu me aprodundar no assunto eu saberei onde me encaixo.

Ainda sobre saúde e o que passamos de geração em geração. Meu filho mais velho é canhoto, mesmo com os pais destros. (Preciso escrever sobre umas dicas que desenvolvi como mãe e filha nesta área) Sempre creditamos isto a duas influências genéticas: minha mãe e o irmão do Gui. Mas li que cientistas de 20 centros de pesquisa descobriram a origem desta assimetria no cérebro. Além de ser passada pelo pai, o cromossomo 2 (que passa esta característica), é o responsável também por algumas condições psiquiátricas: esquisofrenia, autismo e dislexia. Já pensaram em como o mundo vai ser quando soubermos o que nossos genes realmente têm escrito para nós? Gattaca, aquele filme sobre determinismo genético, será pouco para o determinismo que pode imperar! Assusta só de pensar!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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