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Quem acha linda a escrita japonesa na qual um ideograma significa uma palavra ou conceito inteiro?

Sempre fui fã destes escritos que são basicamente desenhos e quando criança achava lindo ver minha avó Matsuno, nascida e criada no Japão, desenhar e tentar me ensinar. Não aprendi muito, mas sei apreciar e respeito muito quem sabe e conhece os caracteres que são famosos pela terra dos meus ancestrais, surgiram na China.

No extremo oriente, como acontecia por aqui, a escrita era privilégio de poucos e o shodo prosperou exclusivamente dentro da classe culta das sociedades.

Mesmo hoje, com tanta tecnologia e a universalização da educação (pelo menos no Japão, ela é um direito de todos), o shodo continua sendo uma arte praticada e respeitada.

E aqui a gente deveria respeitar igualmente quem tem habilidade de transformar nossas palavras em arte.

E valorizar cada vez que brasileiros inventam e encasquetam de viver disso, como fez Guilherme Menga, um designer que conheci ainda no Blog Blogs, depois na Abril e hoje está com um super projeto de criar letras, no advice.guimenga.com.

Mas a gente cada dia mais perde estes talentos, sabem?

Cansados daqui, eles vão para onde tem valor o que fazem.

Ou, como o cara do vídeo abaixo, insistem e nos surpreendem com o que parece mais simples, mais cotidiano e, por isso mesmo, mais incrível.

Os ideogramas surgiram na China a partir de 1.300 a.C., durante a dinastia Yin.

O desenvolvimento cultural, na dinastia Shang (221 a.C.) reformulou a escrita em escala nacional (chamada de Sho-ten) e na dinastia Han foi criada a escrita Rei-sho que era mais simplificada para seu uso prático. Apesar de buscar a praticidade, foi nesse período que começa a surgir o Shodo como arte e surgiram os grandes mestres da caligrafia.

Os caracteres chineses foram introduzidos no Japão no fim da dinastia Han (202 a.C a 220 d.C), mas poucos sabiam escrever, e só foi mais difundido no governo de Shotoku Taishi, filho da Imperatriz Suiko do Japão) no século VI.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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