Serão os caiçaras mais felizes?

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Estamos em mini férias na praia por uns dias e comecei esta segunda-feira (dia tão temido quando estamos na correria do trabalho) olhando para esta calmaria na praia.

Apesar de estar de olho nos e-mails no meio do dia e atualizando o blog e as redes sociais ( usando iPhone, portando, perdoem eventuais falhas de digitação e etc), estou relaxada, despreocupada e, sobretudo, em processo de calmaria interna graças à paisagem.

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Eis que pergunto: serão os caiçaras (e aqueles que decidem mudar para pequenas comunidades na praia ou campo) mais felizes que nós? Será possível mudar mesmo de rotina e acostumar a aproveitar as maravilhas da natureza?

P.S. Enquanto descanso e faço conjecturas sob o guarda-sol, o marido (@gnsbrasil) faz o trabalho pesado… Brincar na areia e no mar com os garotos!

[update] Respondendo a um seguidor que não sabia o que significa “caiçara“:

“Caiçara é uma palavra de origem tupi caá-içara (Sampaio, 1987), separadas, as duas palavras sugerem uma definição: caa significa galhos, paus, “mato”, enquanto que içara significa armadilha. O termo era utilizado para denominar as estacas colocadas em torno das tabas ou aldeias, e o curral feito de galhos de árvores fincados na água para cercar o peixe.

Com o passar do tempo, passou a ser o nome dado às palhoças construídas nas praias para abrigar as canoas e os apetrechos dos pescadores e, mais tarde, para identificar o morador de Cananéia. Posteriormente, passou a ser o nome dado a todos os indivíduos e comunidades do litoral dos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (Diegues, 1988).

Inicialmente designava apenas a indivíduos que viviam da pesca de subsistência. Mais tarde, o termo caiçara veio designar diversos itens de cunho cultural no litoral brasileiro, mais precisamente no sul e sudeste. Fazendo parte das culturas litorâneas brasileiras, os caiçaras representam um forte elo entre o homem e seus recursos naturais, gerando um raro exemplo de comunidade harmônica com o seu ambiente. Cotidianamente, turistas e aventureiros que buscam o litoral Sudeste como abrigo para as suas férias, travam contato, sem saber, com uma das mais belas e antigas culturas brasileiras.”

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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