Será que existe professor(a) ideal?

Ao Mestre, com carinho (1967), o maior clássico quando se fala em cinema e educação.

Li, num tuite do @educaja, um texto excelente do físico e educador da Universidade de São Paulo (USP) Luis Carlos de Menezes, o texto com o título deste post. Faz pensar, não é mesmo? Como ele, ao pensar num Mestre com M maiúsculo eu também “não falo de professores notáveis, com superpoderes e capazes de qualquer proeza, em qualquer situação”. Concordo sem pestanejar que “é preferível valorizar o trabalho de profissionais que fazem o possível nas circunstâncias que enfrentam, com os recursos de que dispõem.”

Mas a educação “não deve estar a serviço dos valores do mercado, e sim da sociedade”. Por isso gostei das qualidades que o Professor destaca no seu texto:

– Lucidez para não esperar alunos ideais, que já cheguem motivados, atentos e com os pré-requisitos desejados. Esses professores trabalham com os que de fato recebem e, na medida de suas possibilidades, enfrentam os desafios que se apresentam. Por isso, quase nunca se decepcionam ou se frustram.

– Respeito próprio para não aceitarem condições impróprias de trabalho, nem se limitarem a reclamar delas. Ao contrário, eles buscam transformá-las por saberem que um ambiente mais satisfatório para eles será também mais efetivo para o aprendizado de seus alunos.

– Comprometimento com a formação dos estudantes de forma que, além de ministrarem suas disciplinas, também se articulem com colegas e coordenadores em torno de ações educativas conjuntas. Sem isso, não se efetivaria o projeto pedagógico da escola.

– Consciência do próprio valor e da importância dos conhecimentos e das competências que promovem. Por isso, esses profissionais não se acomodam com o que já sabem, mas buscam aperfeiçoamento didático e cultural permanente. A partir dessa atitude, de recusa à passividade, esses docentes também rejeitam gestões pedagógicas burocráticas.

– Solidariedade para quem necessita de mais atenção, como alunos e colegas de trabalho em situação difícil.

– Coragem para intervir quando é preciso tomar decisões complicadas, como mediar conflitos, mostrando que a atitude justa não é de indiferença ou neutralidade.

Você conhece professores que mesclam estas qualidades? Caso conheça, não deixe de valoriza-los e parabeniza-los não só hoje, mas diariamente. 🙂

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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