empreendedorismo

Mulher no Mercado de trabalho

Dois textos que li em blogs voltados ao mundo corporativo enfatizavam características muito femininas que as distinguem no espaço profissional. No Mulheres Emprendededoras, onde sete mulheres falam sobre o projeto 10,000 Women, chamou minha atenção um texto de Renata Cezar Loures sobre o resultado de pesquisas que demonstram que o investimento em mulheres traz um alto retorno para o crescimento das economias mundiais. Em suas palavras

“Administradoras de sucesso e formadoras de opinião, nós, mulheres, temos ganhado espaço significativo no mercado, tendo um olhar mais humano, mais facilidade de compor equipes, sendo mais persistentes, observando os detalhes e valorizando a cooperatividade. Além disso, possuímos uma maior capacidade de relacionamento, respeito e, até, uma melhor intuição. Somos mais flexíveis e sensíveis, sendo assim, capaz de realizar múltiplas tarefas e funções ao mesmo tempo.”

Pesquisas mostram que, melhorando o lado financeiro das mulheres, melhora também a vida de suas famílias, já que elas oferecem aos seus filhos melhores escolas, cursos, melhor alimentação e saúde, enquanto os homens preferem investir o dinheiro em bens materiais.

Já no Manual do Executivo, no post Gravidez: embaraço ou vantagem competitiva?, Adriano Silva responde à carta de uma leitora na faixa dos 30 anos, executiva e pesquisadora, com mestrado e doutorado em sua área e que no quarto mês de gestação, foi convidada para um novo emprego. Lembrei muito da Lynette Scavo de Desperate Housewives (apesar da personagem de Felicity Hufman não ter 30 e poucos, mas há pouco viveu situação semelhante no seriado).

Adriano respondeu à leitora algo que gostei muito e corrobora o que ouvi ontem no Workshop de Endometriose (no Hospital Sírio Libanês, sobre o qual prometo post!):

Você tem 30 e poucos anos, uma ótima idade para ter o primeiro filho. Quanto mais tarde, mais riscos haverá. E você deseja a maternidade. Então curta bem esse projeto. Se tiver condição, talvez não seja má ideia focar no ninho e no bebê de agora até, digamos, o sexto mês de vida no bebê, quando você começar a tirá-lo do seu peito. É um período único. Aproveite bem.

E ele completava dando uma orientação sobre a postura dela na entrevista de emprego:

Minha estratégia seria a de ser bem agressiva e bem sincera com os entrevistadores. Não acho que eles vão contratá-la agora. Sua missão será impressioná-los para que você fique no radar e para que eles lhe contratem a seguir.

E sabem o que eu mais gostei na resposta dele?

Uma pessoa com a sua formação e com a sua tenacidade conseguirá se recolocar facilmente. Este ano ou ano que vem. Apenas trate de fazer uma boa escolha – não é só a empresa que decide pela gente, a gente decide por uma empresa também.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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