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Sense8 é o novo trabalho dos The Wachowski, os irmãos Andy e Lana, que foram os criadores da Trilogia Matrix. Só por isso, a série me ganhou no trailer. E hoje, terminando a maratona de uma semana que fiz para terminar a primeira temporada, posso dizer que valeu a pena. A trama é complicada, a série não é água com açúcar e a censura é para maiores de 18 anos, então prepare o coração e cabeça.

  
O jeito que a série começa é muito doida! Angelica (Daryl Hannah) aparece de camisola gemendo de dor de parto, mesmo sem estar grávida, e não conseguimos entender quem ela é e quem são as oito pessoas que são mostradas a seguir. Cada pessoa está em algum lugar do mundo, vivendo sua vida e de repente se vê enfrentando o que julga ser um sonho ou alucinação com uma mulher loira olhando diretamente para eles. 

  
Os sensates – como os integrantes do grupo são chamados – podem sentir as mesmas emoções e compartilham habilidades, sentimentos e experiências. Por exemplo, quando Capheus (Aml Ameen), um motorista de van de Nairóbi, se envolve em uma briga e se vê perdido por não saber lutar, Sun (Doona Bae) que é uma empresária sul coreana que luta artes marciais, percebe que ele precisa de ajuda e entra em ação, lutando no lugar dele, mesmo estando em outra parte do mundo. E os sensates seguem compartilhando momentos: Will (Brian J. Smith), um policial de Chicago, conversa com Riley (Tuppence Middleton), uma DJ islandesa enquanto ele está num bar e ela em casa; o alemão Wolfgang (Max Riemelt) aparece para a jovem indiana Kala (Tina Desai) quando ela precisa tomar uma decisão importante no casamento e Nomi (Jamie Clayton), uma blogueira de São Francisco, senta em banco com Lito (Miguel Ángel Silvestre) ator mexicano, para observar obras de arte e conversar sobre a vida.

  
Todos eles estão em lugares diferentes do mundo e conseguem sentir o que os outros sensates estão sentindo. Chuva em um dia de sol, desejo de comer comida indiana na hora do jantar e de repente cantam a mesma música sem motivo aparente (uma das melhores cenas do seriado, sem dúvida). E é engraçado perceber como um aparece para o outro em momentos importantes, quando precisam tomar alguma decisão importante ou simplesmente quando falam “alguém me ajude”. Ah, destaque para trilha sonora maravilhosa <3 

Com o passar do tempo, entendemos um pouco mais o papel de Angelica (que aparece na primeira cena) para o grupo e o porquê de todos terem a visto no mesmo momento. Jonas Malik (Naveen Andrews, o Sayid de LOST) é mostrado como um outro sensate, que não faz parte do mesmo grupo, mas que acaba orientando essas 8 pessoas que agora estão conectadas. E aos poucos novos amigos e aliados surgem, assim como inimigos que aparentemente querem destruir esse poderoso e diferente grupo. 

  
Terminar de assistir a primeira temporada de Sense8 me trouxe de volta o sentimento que tive após assistir Matrix pela primeira vez ou o piloto de LOST: acabei de presenciar algo grande. E é um sentimento ótimo, sério. Mas que também me assusta um pouco. Afinal, como manter isso para as futuras temporadas? Mas não vou pensar nisso agora! A segunda temporada, aliás, ainda não foi confirmada oficialmente, embora muitos já considerem garantida. Na próxima quinta-feira, dia 09 de julho, acontecerá a Comic Con, em San Diego, e tem painel de Sense8 com Michael Straczynski que é criador da série junto com os irmãos Wachowski, estou confiante de ter novidades para a gente lá 🙂 

E agora é esperar um ano e, enquanto isso, descobrir outras séries para assistir no Netflix 😛

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Sara se diz carioca acolhida pela Terra da Garoa, filha, irmã, esposa, cristã e jornalista. Acompanhe-a no blog … de atos e fatos… e no Twitter @sarafcmartinez.

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