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Hoje estou bem longe de casa: viajei de avião e peguei estrada ontem para estar presente num encontro com 65 produtores rurais do Espírito Santo e da Bahia.

Ué, num evento de agronegócio? Como assim, Sam?

Pois é!

Eu poderia dizer que como jornalista tenho interesse no tema (e é verdade), que tem uma pegada sustentável (também é verdade), mas a história real é que quando estive visitando a fábrica da Del Valle/Leão em Linhares, ES, em julho deste ano, eu ouvi falar deste Dia de Campo e da história social por trás do evento e pedi para ser incluída.

Para quem vê só os negócios, o evento é bem informativo: trará palestras sobre as boas práticas agrícolas, Manejo e Fitossanidade, Controle de Pragas e Tecnologia da Aplicação. Um dos palestrantes será José Rafael da Silva, considerado o maior especialista em cultura do maracujazeiro no Brasil e autor de 12 livros sobre o cultivo da fruta.

Para mim, esse encontro Promovido pela Leão Alimentos e Bebidas em parceria com a Trop Frutas, é uma amostra do que acredito que devemos fazer para nosso país dar certo: reunir setores da sociedade e integrar seu conhecimento, força de trabalho e necessidades para fazer a economia girar e a sociedade ser mais justa e boa para todos.


Quer entender?

Pois veja isso: o Dia de Campo será realizado na fazenda do Projeto Semeando a Liberdade, em que internos da Penitenciária Regional de São Mateus trabalham no cultivo do maracujá.

A flor do maracujazeiro é autoestéril, ou seja, autoincompatível, por isso há necessidade de polinização cruzada para frutificação – ou seja, precisa do pólen vindo de outro maracujazeiro. As flores do maracujazeiro-amarelo iniciam a abertura por volta do meio-dia e fecham à noite. Se não forem fecundadas murcham e caem. Abelhas faziam isso, mas a população de abelhas está reduzindo muito, e o consumo de suco de maracujá aumentando. Aqui entra o trabalho especializado do trabalhador rural. E mais! Aqui entra um compromisso social que não precisava acontecer, mas faz uma diferença imensa na vida de pessoas.

A Leão Alimentos e Bebidas (a mesma que produz os sucos Del Valle) defende e prática um modelo de negócio que valoriza as pessoas, o meio ambiente e o desenvolvimento de agricultores. Não por acaso, é hoje uma das mais importantes empresas e empregadoras do norte capixaba, com uma atuação da empresa que gera aproximadamente 1.000 empregos diretos e mais 1.600 empregos indiretos, sem contar os fruticultores que também integram a cadeia de suprimentos, impulsionando a economia do Espírito Santo.

E com essa parceria que verei no Dia de Campo, a Leão conseguiu ampliar seu alcance: trouxe de volta para o mercado detentos. Há tempos a empresa contrata mão de obra de presidiários em regime semi aberto. Desta vez, porém, graças ao empenho do Agrônomo Maurício Ferraz, de quem já falei aqui, uma parceria público-privada, que exigiu um acordo entre secretarias estaduais e a boa vontade e fé de muita gente, uma fazenda desativada que existia ao lado de um presídio de regime fechado agora é um espaço de trabalho e de aprendizado para muitos cidadãos.

Ao longo da manhã postarei updates direto de lá, contando do encontro com os agricultores e do Projeto Semeando a Liberdade, em que internos da Penitenciária Regional de São Mateus trabalham no cultivo do maracujá.

🙂

 


O Projeto Semeando a Liberdade funciona na Rodovia BR 101 Norte, km 72,5, Rancho das Telhas – Rio Preto da Rodovia – São Mateus – ES.

 

[update] Já tenho fotos do dia de campo!

Final do Dia de Campo, comemoração pelo trabalho bem sucedido. Se já é diferente ter cobertura de mídias sociais e uma…

Posted by Otagai Mídias Sociais on Segunda, 5 de outubro de 2015


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