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A Semana do Bebê é uma estratégia de mobilização social apoiada pelo UNICEF e tem como objetivo tornar o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento de crianças de até 6 anos prioridade na agenda dos municípios brasileiros.

A iniciativa nasceu em Canela, RS, onde é realizada anualmente há 14 anos. Reconhecendo essa boa prática, o UNICEF sistematizou essa metodologia e está ajudando a promovê-la em todo o país. Com o apoio do UNICEF, 589 municípios já realizaram a Semana do Bebê, onde vivem 2.203.966 crianças de até 4 anos.

A programação completa da Semana do Bebê em Cidade Tiradentes pode ser acessada aqui.

Cidade Tiradentes foi um dos territórios definidos como prioritário para atuação da Prefeitura de São Paulo, o UNICEF e o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) na implementação da Plataforma dos Centros Urbanos, iniciativa que visa à redução das desigualdades intramunicipais na garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes.

No distrito vivem 17,5 mil crianças de até 4 anos. Segundo dados do DATASUS de 2012, o percentual de gravidez na adolescência (mulheres de 10 a 19 anos) em Cidade Tiradentes é de 18,5%. Na região de Santa Cecília, por exemplo, este número é de 0,7%. A taxa de mortalidade neonatal é de 11,49 por mil nascidos vivos, enquanto a média da cidade é de 7,65.

Entenda: a Cidade Tiradentes concentra mais de 40 mil unidades habitacionais, a maioria delas, construídas na década de 1980 pela Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB), Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) e por grandes empreiteiras, que inclusive aproveitaram o último financiamento importante do Banco Nacional da Habitação (BNH), antes de seu fechamento.

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O bairro foi “planejado” como um grande conjunto periférico e monofuncional do tipo “bairro dormitório” para deslocamento de populações atingidas pelas obras públicas, assim como ocorreu com a Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Por conta disso, o bairro tem uma população estimada em 220 mil habitantes que estão, de certa forma, separados por dois níveis de pobreza: a renda média do chefe de família varia de 500 a 1200 reais na Cidade Formal e de 200 a 500 na Informal; o analfabetismo vai de 0 a 10% na Cidade Formal, ao passo que na Informal o índice fica entre 10 e 20%.

Assim, a identidade dos moradores de Cidade Tiradentes está diretamente ligada ao processo de constituição do bairro, feita sem um planejamento pré-estabelecido, que levasse em conta as necessidades básicas da população. Muitas pessoas vieram para a Cidade Tiradentes em busca da realização do sonho da casa própria, embora boa parte tenha se deslocado a contragosto, na ausência de uma outra opção de moradia. O fato de não terem encontrado no local uma infra-estrutura adequada às suas necessidades e da região oferecer escassas oportunidades de trabalho, fez com que passassem a ter Cidade Tiradentes, como bairro dormitório e de passagem e não de destino.

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Ônibus articulado do Expresso Tiradentes (foto tirada na Região Central de São Paulo). O primeiro trecho do Expresso foi entregue à população em 2007 com promessa de conclusão em 2013/14.

E por falar em destino, o bairro é destino de uma das grandes obras viárias em execução na capital paulista. Um corredor ligará a Cidade Tiradentes ao Centro, beneficiando entre 350 e 400 mil passageiros que moram no bairro e outras regiões da Zona Leste. A promessa do governo é de que, com o corredor, a viagem seja reduzida para menos de uma hora – menos da metade do tempo atual.  O projeto indica ainda que haverá arborização de todo o trajeto até Cidade Tiradentes. Técnicos prevêem que em cinco ou dez anos a feição de toda a região atendida pelo corredor será transformada, com um modelo diferente de ocupação e novos empreendimentos.

 


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