Segurança para pequenos internautas – e para suas famílias também!

“Não, vovó, escute: clique duas vezes no ícone do Internet Explorer!”

A imagem, irreverente e engraçadinha,
mostra a realidade de muitas famílias nas quais os “nativos digitais” são os “professores” das gerações anteriores. Vejo muitos avós se divertirem orgulhosos desta experiência, que demonstra tanto a capacidade de aprendizado e de transmissão do conhecimento (duas qualidades que posteriormente se mostrarão grandes diferenciais), quanto a humildade dos mais velhos ao encarar esta “troca de papeis”.

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Há algo mais nesta brincadeira: é a chance do aprendizado intergeracional que garante a segurança nas relações sociais, tanto nas virtuais quanto nas reais. Netos ensinam a usar a tecnologia para navegar com segurança, enquanto os avós transmitem sua vivência e orientam sobre o comportamento social. Uma troca na qual todos ganham, não é mesmo?


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Parte destas ideias que defendo com “fervor” no @avidaquer estão no texto abaixo, que transcrevo de um texto de Maria Fernanda Elias, publicado originalmente num portal para famílias.

Segurança para os pequenos internautas
As informações pessoais só devem ser fornecidas na Internet quando imprescindíveis.
Segundo dados divulgados pelo instituto de pesquisa IBOPE Nielsen Online, crianças de 2 a 11 anos representam 13,7% do total de internautas no Brasil. Entretanto, apenas 35% dos pais usam algum tipo de ferramenta para controlar o acesso de seus filhos. Será que dá para ficar tranquilo quando o assunto é a vulnerabilidade das crianças no uso do computador?
Para Samantha Shiraishi*, colunista e editora de conteúdos online, o grande perigo paira sobre a liberdade de ação e habilidade natural que as crianças têm com as novas tecnologias e que não vem acompanhada de maturidade e experiência de vida. Ela enfatiza a importância do aprendizado intergeracional para uma navegação segura. “Mesmo os avós, que na maioria das vezes não entendem nada de computador (ou tablet ou smartphone), podem trazer para as crianças uma realidade além do mundo virtual”, explica. “Se, por um lado, crianças aprendem com muita rapidez a surfar nas inovações tecnológicas, deixando os pais e educadores muitas vezes assustados, sabemos que ética, cidadania, responsabilidade, consciência crítica e segurança são temas que os adultos podem e precisam ensinar aos jovens, também no que diz respeito ao mundo digital”.
Existe uma preferência clara das crianças por jogos online. Entretanto, grande parte utiliza a Internet para pesquisas escolares e para mensagens instantâneas, responsáveis por mudanças radicas na forma atual de convívio social e profissional.
Samantha compartilha as orientações que dá em casa, para seus próprios filhos: “Ensino a não publicar o que não fará diferença para o entendimento da mensagem, ou seja, escrever o mínimo possível. Isso vale para blogs e posts em redes sociais. Quanto às informações pessoais, elas devem ser fornecidas apenas quando imprescindíveis”.
Uma cartilha elaborada pela organização EducaRede proporciona dicas simples para o uso seguro do computador pelas crianças. Samantha ressalta algumas dessas orientações:
– Combine com seu filho um período para navegação livre pela internet.
– Sempre que possível, navegue junto com a criança. Aproveite esse tempo para estarem próximos e aprenderem coisas novas.
– Acompanhe as conversas de seu filho por mensagens instantâneas e monitore o uso de câmeras.
– Se julgar necessário, procure conhecer os filtros de conteúdo, bloqueio de aplicativos e softwares de controle de tempo do seu computador.

A Internet criou novas e surpreendentes possibilidades para o pequeno internauta se comunicar, estudar, jogar, educar, se relacionar e acessar informações variadas com muita agilidade. Mas, é preciso ter cautela. Ao testemunhar conteúdos que violem os Direitos Humanos, você pode entrar em contato com a SaferNet Brasil. Para maiores informações acesse: www.safernet.org.br

P.S. Internautas publicam mais informações do que deveriam, diz pesquisa.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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