cidadania / sustentabilidade

“O Rio Tietê está marginalizado e isolado da população na região Metropolitana de São Paulo. Queremos mostrar que na medida em que vai sendo recuperado contribui para melhoria da paisagem urbana e pode ser uma opção para o transporte coletivo e atividades de lazer junto as suas margens”
Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da SOS Mata Atlântica

Quem apenas lê não acredita, é preciso ir lá conferir (ou ver fotos como a que reproduzo acima): a Fundação SOS Mata Atlântica comemorou o Dia do Tietê hoje (das 9h às 13horas) na “manifestação” chamada “Praia no Tietê”, que tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a importância do rio e dos esforços que vêm sendo feitos para despoluir e reintegrá-lo ao cotidiano das cidades por onde passa, ao longo dos seus 1.100 quilômetros, em especial no trecho da Marginal na cidade de São Paulo.

Além da representação do cenário de ‘Praia’, com guarda-sóis, cadeiras e esteiras para os banhistas, no canteiro que margeia o rio Tietê ao longo da Marginal (entre as pontes das Bandeiras e Cruzeiro do Sul), barcos estariam aptos a navegar no Tietê – da barragem da Penha à Ponte das Bandeiras – com a participação especial da equipe de aventura da Canoar e do esportista Dan Robson. O conceito de transporte alternativo estaria também presente na simulação de uma ciclovia, demonstrando que é possível criar um corredor seguro para ciclistas e pedestres com acessos junto às pontes.

“O dia 22 também é o Dia Mundial Sem Carro e devemos lembrar que o rio também poderia ser uma alternativa de transporte coletivo, favorecendo a mobilidade na cidade de São Paulo”, comenta Malu.

E qual a função de colocar tanta gente perto da poluição que o trânsito deixa às margens do rio?

“A utilização dos canteiros nas marginais do Tietê possibilita que a população estreite os laços com o rio e com a cidade ao redor, percebendo que cada um é responsável pela manutenção desse patrimônio por meio de cobranças de políticas públicas voltadas a qualidade de vida, às prioridades que são indicadas para os candidatos aos cargos eletivos e também no que se refere ao consumo sustentável, a reciclagem e uso da água.”

Eu, que já naveguei pelo Tietê em família (e há pouco tempo) e tive a chance de conhecer de perto o trabalho do SOS Mata Atlântica e o projeto de despoluição do Tietê, só posso louvar a ação que chama nossa atenção para alternativas dentro das nossas cidades e das nossas possibilidades – começa com você, lembram?

😉

P.S. A “Praia no Tietê” é realizada pelo programa Rede das Águas da SOS Mata Atlântica, voltado à mobilização social para gestão integrada da água e da floresta, fortalecimento e aprimoramento de políticas públicas e campanhas do setor, e onde estão inseridos os projetos relacionados ao tema água, que tiveram início com o Núcleo União Pró-Tietê. Essa ação remete também ao tema de saneamento que está na Plataforma Ambiental elaborada para os candidatos nesta eleição e faz um alerta à sociedade para a necessidade de aprimoramento das políticas públicas voltadas à qualidade de vida e à continuidade de obras públicas como o Projeto Tietê, que são de longo prazo e dependem de enormes investimentos. Projeto de despoluição do Tietê O rio tem sido palco das ações de mobilização da sociedade desde 1991, quando a SOS Mata Atlântica em parceria com a Rádio Eldorado reuniu 1.200.000 assinaturas num abaixo-assinado entregue ao Governo do Estado de São Paulo. O projeto de despoluição do rio Tietê teve início em 1993 e está entrando na sua terceira etapa. No trecho do rio que compreende a Capital, ao longo das Marginais, poucos avanços são percebidos por quem transita ou vive nessa região, mas um dos maiores incômodos causados pelo odor já diminuiu significativamente, a ponto de possibilitar a realização de performances como essa e o planejamento de ações integradas de transporte público com navegação, ciclovias e parques lineares junto às margens do rio. O Projeto Tietê A cargo da SABESP com recursos do Bid – Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Projeto Tietê entra, nesta data, em sua Terceira Etapa que prevê um conjunto de obras e ações até o ano de 2018. A Rede das Águas realiza o monitoramento da qualidade da água em mais de 300 pontos de coleta em 194 rios e córregos da bacia hidrográfica do Rio Tietê, com indicadores de percepção, que associados a parâmetros físicos, químicos e biológicos, medidos por grupos sociais, mensalmente, resultam no retrato ambiental da bacia do Tietê de acordo com a sociedade. Esse retrato das bacias hidrográficas e sub-bacias do Tietê, que vem sendo elaborado desde 1993 e sistematizado ao longo da Segunda Etapa do Projeto Tietê ( 2000 a 2008) será entregue oficialmente à SABESP e ao BID pela Fundação para servir de marco referencial para os indicadores que serão monitorados pela sociedade até 2018. Com base nesse retrato de percepção ambiental a sociedade poderá indicar prioridades, construir cenários para usos futuro da água nas diferentes regiões hidrográficas do Tietê e cobrar resultados efetivos. A SABESP participará da mobilização da Praia No Tietê com ações da 6ª Ecomobilização, atividade de mutirão comunitário que vem sendo realizada em córregos e reservatórios da Capital. O presidente da estatal, Gesner Oliveira e os gestores do Projeto Tietê, engenheiro Carrela e Andréa Ferreira farão o anuncio oficial do início da Terceira Etapa do projeto.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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