Se Eu Fosse Você

O cinema brasileiro renasce nesta primeira década do século XXI com um formato que, muito além do comercial, reflete o jeito do nosso povo. Não falo dos filmes de violência e pobreza, que, infelizmente, também crescem em quantidade e qualidade e igualmente retratam nosso povo, mas das comédias românticas. Cada vez que vejo um dos novos filmes eu noto esta veia cômica, o jeito de levar a vida num misto de seriedade e bom humor que nos caracteriza, ainda que com diferenças regionais, de norte a sul. 

Nesta quarta vi uma notícia que contava que o filme Se Eu Fosse Você 2, comédia estrelada por Glória Pires e Tony Ramos, bateu o recorde de bilheteria de um filme brasileiro desde 1995, início do período batizado de “retomada” do nosso cinema. São 5,324 milhões de espectadores nas exibições formais de Se Eu Fosse Você, ultrapassando 2 Filhos de Francisco(visto por 5, 319 milhões), segundo informações da Folha de S. Paulo. A arrecadação (até agora de R$ 44,9 milhões) faz dele o quinto filme com maior renda da história brasileira, considerando também produções internacionais.

Sabe qual é o recordista brasileiro de todos os tempos? Numa época em que havia muito mais salas de cinema, Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976) atingiu a aparentemente imbatível marca de cerca de 11 milhões de espectadores. Quem não se lembra das cenas protagonizadas por Sônia Braga com Mauro Mendonça e José Wilker?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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