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“Marco Civil, a hipocrisia nossa de cada dia nas redes sociais, sobre como manter a sanidade na internet, o poder escravizador da publicidade e uma porção de outras coisas” são temas de reflexões de quem não quer ser “escravo” das novas mídias. E foram assuntos de uma conversa inspiradora que Bia Granja, curadora do youPIX, teve com David Backer, que está no Braisl para uma palestra na manhã de 27/08 no RIA Festival, evento de cultura digital realizado pela Fundação Telefônca Vivo, que discute as transformações e oportunidades da era digital nos dias 27 e 28 de agosto.

(Estarei lá, nos dois dias do evento, como Insider, levando a Voz das Redes Sociais para os debates. Acompanhe no Twitter: @samegui e @avidaquer)

David Baker é daquelas pessoas que parece saber algo sobre a vida que a gente não sabe. Pra começar, o cara foi fundador e editor da edição inglesa da bíblia da tecnologia mundial, a revista Wired. Depois disso se uniu ao filósofo Alain de Botton na School of Life, a escola que ensina seus “alunos” a lidarem com dilemas da vida moderna, entre elas, claro, a relação com a tecnologia e o universo digital. Antes disso, abandonou um emprego de relações públicas nos anos 80 pra aprender a ganhar dinheiro sem ter que trabalhar pra alguém e a lidar com o seu tempo pra aproveita-lo melhor.

Antes mesmo de ouvi-lo no RIA Festival, já tenho um sonho: aprender a conciliar tecnologia e humanidade (dois assuntos contraditórios dos quais ele é especialista). Já vou começar com algumas ideias que ele defende porque, jura, faz:

“Com a ideia de trabalhar menos e viver melhor, David só checa email 2 vezes por dia, não durou mais de 1 mês no Facebook e acha que pessoas que não conseguem colocar o celular de lado pra ter uma conversa tem um sério problema.”

Conversar sem o celular é um exercício que eu tenho feito e estou sendo bem sucedida! Deixar as redes sociais (Facebook, Google+, Instagram) acho quase impossível, mas tenho reduzido muito minha presença não-profissional – o que já é alguma coisa! – e preciso descobrir a fórmula para trabalhar menos e viver melhor.

Uma das coisas que gostei foi que no papo com Bia, David não foi indelicado nem atacou (nós?) os viciados digitais. Ela perguntou:

Você acha que as pessoas que são viciadas em tecnologia são idiotas? Parece que toda pessoa que consegue ficar fora das redes sociais se transforma em uma espécie de guru, como se elas soubessem algo que os viciados não sabem.

E ele respondeu:

Não, nem um pouco. As redes sociais foram desenhadas em sua essência pra serem viciantes. Todos os sites (assim como café, bares e lojas no mundo real) querem que você fique a maior quantidade possível de tempo ali e não no rival. É assim que eles fazem dinheiro. Acho que não é tanto uma questão de conseguir viver sem elas e sim de DECIDIR viver sem elas. Tenho certeza que eu estou perdendo um monte de coisas por não estar no Facebook, mas sei que estou ganhando em outras áreas. Na maior parte do tempo eu me sinto tranquilo e sinto que estou vivendo o tipo de vida que queria ter.

E relembrou uma das coisas que acho mais legais nas redes sociais e que é o que me segura nelas:

O melhor é que quando eu encontro com alguém que não vejo há tempos, a gente tem conversas ótimas sobre o que temos feito, o que não rolaria se já tivessemos visto tudo no Facebook um do outro.

🙂

Em tudo – até na criticada super exposição e oversharing (excessos de compartilhamento) nas redes sociais tem um lado bom!

Te encontro, nem que seja só virtualmente, no #riafestival?

DAs 11h45 as 13h20 tem Eu on = eu off? Comportamento na era digital num papo entre David Baker (The School of Life)Marcia Tiburi (Filósofa) e Ronaldo Lemos com moderação de Serginho Groisman.

Tem muito mais além do David hoje no Ria Festival. Dá uma olhada na programação: http://www.riafestival.com.br/agenda

Você pode acompanhar o RIA Festival por streaming em vídeo e na hashtag #riafestival no Twitter e Facebook. Envie também suas perguntas e considerções para mim, usando a hashtag, pois ela poderá ser escolhida para ser lida lá no evento, ao vivo. Compartilhe e interaja com a Fundação Telefônica no  Twitter e Facebook .
Mesmo longe você estará presente nessa festa! #vemproria

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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