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Se por acaso você esteve offline ontem talvez não tenha lido sobre a história tragicômica casal Belo e Gracyanne Barbosa, resumindo: a musa fitness estava no banheiro, seu esposo entrou junto, mas não fechou a porta quando saiu. Gracyanne, então, gritou pedindo para o marido voltasse e fechasse a porta, mas Belo ouviu os gritos e achou que um ladrão havia invadido a casa deles, por isso ligou para a polícia, mais detalhes aqui. Além do tempo perdido da polícia, e a tranquilidade para falar sobre o assunto, algo no relato da modelo algo me despertou a atenção:

Quando vou ao banheiro fazer o número dois é um evento, estava há oito dias sem fazer nada, entupida, e deu aquela vontade.”

O quê???? Oito dias sem ir ao banheiro?!?!??! Se dividirmos 30 por 8 isso significa que ela vai ao banheiro menos de 4 vezes ao mês! E só dar uma pesquisada no Google e ver que Gracyanne tem uma alimentação muito restrita, e tem verdadeiro pavor de ingerir alimentos que possam aumentar sua porcentagem de gordura. Mas o objetivo do post não é criticar seus hábitos alimentares da modelo, mas sim para atentarmos para o fato de que desde pequenos os homens falam tranquilamente sobre suas necessidades fisiológicas, enquanto as meninas são educadas para nunca emitir informações ligadas ao funcionamento do seu intestino, o que pode causar consequências a longo prazo. Você tem vergonha de usar o banheiro no trabalho? A maioria das mulheres tem vergonha de ir ao banheiro quando está no trabalho, ou quando sai de viagem com o namorado e pasmem, até com o marido! Segundo estimativas dos gastroenterologistas, a cada quatro pessoas que tem prisão de ventre, três são mulheres.

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As questões fisiológicas estão profundamente relacionadas às questões emocionais e comportamentais. De tanto a mulher segurar a vontade de ir ao banheiro, o cérebro entende que essa função não é tão necessária e manda sinais ao órgão de que não precisa “funcionar” com frequência. Estresse no trabalho, problemas familiares e ansiedade influenciam muito o intestino, podendo alterar a secreção de neurotransmissores que atuam nos movimentos peristálticos, acelerando ou retardando o funcionamento intestinal. Por isso, é fundamental aprender a observar e respeitar os sinais do próprio corpo e entender que o funcionamento do intestino depende diretamente da forma como a mulher lida com ele.

Câncer no intestino é o segundo mais comum entre as mulheres

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa é que, em 2016, 17.620 mulheres e 16.660 homens sejam diagnosticados com o problema. A incidência só é menor que mama, nas mulheres, e pele e próstata, nos homens. Por ser uma enfermidade que não apresenta sintomas em estágio inicial, é preciso ficar atento: o risco de desenvolver a doença aumenta depois dos 40 anos. Pessoas com mais de 50 anos chegam a representar 90% dos casos de câncer de intestino. Exames regulares de colonoscopia e retossigmoidoscopia podem ser indicados para localizar o tumor no intestino e remover os pólipos (lesões que se assemelham a verrugas). No site da Saúde Intestinal da Mulher há um teste para avaliar como as mulheres lidam com os problemas gastrointestinais, caso tenha intestino preguiçoso é interessante para começar a entender quais são os hábitos que serão necessários para o melhor funcionamento do intestino. http://www.estudosimbrasil.com.br/teste

Quanto a Gracyanne, espero que daqui pra frente ela vá mais vezes ao banheiro, porque viver com o intestino preso não é bom, e que o Belo feche a porta após sair!


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