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Eu já sabia porque moro na Mooca, um dos bairros onde a população de rua mais aumentou em 6 anos.

  
Saiba mais sobre essa população: 

– es deixaram de ter profissão, família e passaram a fazer parte de uma triste estatística: a das pessoas em situação de rua. Já são 15.905, segundo levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas) divulgado em abril de 2015
– O número é maior, por exemplo, que o de habitantes do bairro Barra Funda, na zona oeste de São Paulo (14.383). E, nos últimos seis anos, teve aumento de 16%
– Desses 15 mil moradores da capital paulista, 8.570 fazem uso dos equipamentos de acolhimento. No Estado de São Paulo, são 248 serviços, incluindo abrigos e casas de passagem
– Apesar do crescimento, os saltos diminuíram ao longo dos anos. De 2009 a 2011, o número passou de 13.666 para 14.478 e comparando 2015 com 2011, o quantitivo aumentou apenas 10%
– Segundo a pesquisa da Fipe, a maior parte da população de rua é do sexo masculino e tem quase 40 anos. Para o professor Rubens Adorno, a predominância dos homens sobre as mulheres é fruto da própria organização da sociedade civil: “Como a sociedade constrói a relação em que o homem é colocado como provedor, quando ele consegue não ser um provedor, acaba não voltando para a família”
– Dados da Fipe apontam que 2.326 pessoas do sexo feminino vivem pelas ruas e avenidas da capital paulista. O número representa apenas 14,6% da totalidade. A coordenadora de proteção social especial da Prefeitura de São Paulo, Isabel Bueno, analisa que a fuga das mulheres muitas vezes acontece por problemas psiquiátricos. É uma questão de saúde mental. O número baixo também é resultado de uma resistência emocional maior do público feminino: “Se você escuta histórias de muitos deles, tem o rompimento afetivo e a tendência do homem é sair. A mulher tem um grau de sustentabilidade maior por causa dos filhos”


O que a gente deve pensar quando se depara com dados assim?


Como podemos ajudar a mudar essa realidade?

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(Infografico daqui)


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