cidadania

Gosto de grupos virtuais, são como os clubinhos que meus filhos criam na escola para reunir amigos com afinidades. Alguns gostam de desenhar, outros de dinossauro e outros de fotografar a cidade. Dos que gostam da cidade, alguns são especiais, mostram o que está tão batido e largado que esquecemos que está ali. São estes que a Veja SP desta semana chamou de Paparazzi do Abandono.

Faço parte desta turma há um tempo. Modero um grupo de fotos da Mooca – Amo a Mooca, dentre outros no Flickr – e faço parte do grupo São Paulo Abandonada, citado na Vejinha.

Qual é a ideia?
Área de debates sobre construções abandonadas, restauradas e alternativas para uma melhor qualidade de vida para a cidade de São Paulo.
Se você tem uma simples câmera digital pode fazer muito por São Paulo!
Caso no seu trajeto diário notar um casarão abandonado ou perceber que qualquer outra construção que lhe pareça ser histórico ou representativo, esteja correndo algum risco de ser demolida, fotografe-a. Acesse o nosso site e envie sua foto, a localização e denunciaremos a ocorrência publicando em nosso site.

Lendo a reportagem de Simone Costa (disponível aqui) eu pensei no quanto a Mooca tem seguido um caminho que o arquiteto Marcos L. Rosa, doutorando da Universidade Técnica de Munique com uma tese sobre São Paulo, indica contando que em Berlim um projeto transforma casas desocupadas em bares, galerias de arte ou espaços de festa até que os donos lhes deem novo destino – e lembrei que em Curitiba tem um quê disso no Largo da Ordem e em alguns casarões no Batel, por exemplo. Não sei se criar espaços culturais é o único formato (embora seja um dos melhores), mas o fato é que devemos olhar para nossas cidades e os imóveis que as fizeram crescer no século XX entendendo-os como parte da nossa história, um legado coletivo que todos devemos preservar e, acima de tudo, manter vivo e amar.

A ideia do fotógrafo Douglas Nascimento e da historiadora Glaucia Garcia de Carvalho, criadores do São Paulo Abandonada, é tão boa que a gente se pergunta por que não pensaram nisso antes – e eu penso que poderia ser replicada em várias cidades brasileiras! Faça como Botucatu, Guarulhos e Itapecerica da Serra, crie o seu grupo, participe da preservação da nossa memória arquitetônica.

Você pode gostar também de ler:
Há alguns anos, tive a honra de fazer um "tour" por uma parte do rio
(Foto da Passeata pela Paz - Capão Redondo - São Paulo,
Eu já fui migrante no Japão (como dekassegui), sou neta e bisneta de estrangeiros que
Você via mulheres grávidas, praticamente zumbis humanos, no meio de locais como a Cracolândia e
Hoje teve prova Saresp e os colegas do meu filho no Ensino Médio queriam boicotar
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook

SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline Estatísticas