Samuel Beckett

Vi no site do Sesc que a peça Fragments , de Peter Brook , com textos de Samuel Beckett , estará em cartaz aqui em São Paulo. Infelizmente os ingressos estão esgotados para conferir no SESC Santana este espetáculo que reúne quatro pequenas peças do dramaturgo irlandês – Rough for Theatre I , Rockaby, Act without words II, Come and Go – e o poema Neither . No entanto, a noticia me fez pensar no que eu lembrava de Beckett. A primeira lembrança é de atores de primeiro escalão citando-o, a segunda é Esperando Godot . Escrita em francês, a peça estreou em 1953 e se tornou um divisor de águas no teatro do século passado com a história de dois vagabundos que aguardam infinitamente, num descampado, a vinda do senhor Godot, que nunca aparece.

Admito, o fato de ele ser amigo de James Joyce (que, me perdoem os que celebram o Bloomsday , eu não consigo apreciar), pesa para eu não ter tanta simpatia, mas igualmente mostra um pouco do mundo de onde ele veio. Filho de burgueses protestantes, formado em Literatura Moderna na década de 1920, vinculado à resistência francesana Segunda Guerra Mundial, ele é uma pessoa que viveu uma fase obscura e deprimente da história da humanidade. E conseguiu tirar disso uma produção incrivel e inovadora, o Teatro do Absurdo , numa crítica à modernidade.

Se algum leitor for um dos felizardos que vai ao Sesc, me conte depois aqui! 😉

Fragments
Com encenação dos atores Hayley Carmichael , Khalifa Natour e Marcello Magni, a primeira parte da apresentação, Rough for Theatre I, narra o encontro de um músico cego e um morador de rua em cadeira de rodas que criam uma relação de dependência mútua; a segunda trama, Rockaby, é sobre uma mulher que escuta a sua voz enquanto se despede da vida, sentada na mesma cadeira em que sua mãe morreu. Act without words II é uma mímica em que dois personagens de temperamentos diferentes dão o tom humorístico à encenação, contrapondo-se ao poema Neither, de tom mais sombrio. Come and Go é a história de três senhoras fofoqueiras que compartilham um segredo. Os textos, encenados em 55 minutos, têm estilo simples e direto para tocar o espectador de diferentes formas. “No teatro, pessoas de mundos diferentes podem se reunir durante algumas horas. Acredito que algo simples e puro pode tocar profundamente o público”, diz Peter Brook. (fonte SESC)

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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