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“O Rocky Spirit se propõe a mostrar o que o ser humano tem feito de mais admirável e inspirador nesse quintal gigante que é o mundo em que vivemos. Das montanhas até o mar, passando pelos rios e pelos assuntos que realmente importam”

Ver filmes a ar livre tem um quê de Flintstones, não?

Pois foi esta a primeira ideia (sonho de criança, admito) que me veio à mente quando recebi o convite para ver os melhores documentários outdoor produzidos recentemente no mundo, reunidos no primeiro Rocky Spirit – Festival de Filmes Outdoor, a chance de ver 21 produções com temas relacionados a aventura, vida ao ar livre, esportes, meio ambiente e política.

Um dos filmes da mostra, With My Own Two Wheels conta a história de quatro pessoas cujas vidas foram alteradas por bikes.

É novidade para nós, mas na verdade os filmes fazem parte da seleção oficial do Telluride Mountainfilm Festival, o mais tradicional e respeitado evento de cinema de aventura, que acontece anualmente há 32 anos em Colorado (EUA). A ideia é inspirar e informar o público sobre expedições, atletas, culturas, ambientes e iniciativas que merecem ser admiradas.

Neste sábado e domingo, 3 e 4/09, a partir das 19h, o espaço entre a Marquise e o Auditório do Parque do Ibirapuera se transformará em uma grande sala de cinema ao ar livre, com direito à distribuição de almofadas para que os visitantes assistam aos filmes como se estivessem na sala de suas casas, ao lado de familiares e amigos.

E qual o objetivo de um evento assim?

O Rocky Spirit nasce com a missão de desafiar o modo de as pessoas pensarem e verem o mundo, aproximando essas questões e experiências do grande público, ajudando-o a estreitar e fortalecer os elos entre o cidadão urbano e a natureza. E se você não mora em Sampa, fique tranquilo: depois das exibições em São Paulo, os filmes sairão em turnê pelas principais universidades brasileiras.

E abaixo coloco o meu vídeo favorito (por enquanto):

Happy (2011, de Roko Belic), que, pelo que li, é um documentário que nos leva a uma viagem por diversos lugares (de Louisiana a Calcutta) em busca do que faz as pessoas felizes. Parece comercial de TV, mas na mescla de entrevistas com pessoas comuns e suas histórias incríveis (além de alguns cientistas que estudam a felicidade), os segredos da busca da felicidade vão se revelando.

O diretor Roko Belic é conhecido no tradicional festival de filmes de montanha de Telluride, no Colorado, pelo bom humor e pela alegria de viver. Ainda mais depois do nascimento da primeira filha, batizada de Viva Paradise. Embora não seja essencial ser feliz para fazer um filme sobre felicidade, o estado de espírito de Roko deve ter colaborado para a produção deste filme, rodado em mais de 14 países. Happy viaja o mundo em busca das verdades universais que cercam o tema da felicidade. O que acontece, naturalmente, é que o expectador acaba aprendendo algo sobre seu próprio estado de espírito e sobre como se tornar alguém ainda mais feliz.

Não é bem a “minha praia”, mas acredito que #aos11 e #aos8, fãs de documentários na TV e dos papos com o tio geólogo, vão curtir Into Darkness (2010, de John Waller), sobre as surpresas e maravilhas que um buraco no chão pode guardar por séculos e que traz o submundo de cristais e rochas coloridas que fascina espeleólogos a tal ponto que eles se submetem ao sofrimento de ter os pulmões comprimidos e o corpo apertado entre fendas estreitíssimas.

Life Cycles (2010, de Derek Frankowski e Ryan Gibb), que registra ciclistas de downhill filmados em diferentes épocas do ano em uma mesma trilha e Way Back Home (2010, de Dave Sowerby), da bike trial do escocês Danny MacAskill (um dos maiores bikers-malabaristas do planeta) retornando a seu país de origem para tentar alguns truques fora do comum, são alguns dos filmes sobre o cicloativismo que me interessaram. Mas o mais terno me parece ser With My Own Two Wheels (2010, de Jacob Seigel-Boettner e Isaac Seigel-Boettner) pelo significado social.

With My Own Two Wheels conta a história de quatro pessoas cujas vidas foram profundamente alteradas por bikes: na África, uma enfermeira que passou a atender muito mais pacientes depois de comprar uma bike e uma mulher notável que superou graves deficiências físicas para se tornar a melhor mecânica de bicicletas de sua cidade. Na Índia, ter uma bike é a diferença para uma jovem ser ou não capaz de frequentar a escola e nos Estados Unidos o filme mostra uma loja de bicicletas aberta para ajudar crianças problemáticas a ficar longe das ruas.

Aposto que depois destas inspirações até o mais sedentários ficarão com vontade de sair de casa e se aventurar!

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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