Roboboy

Toda criança tem direito de ser criança – este é o mote de um dos meus comerciais de TV favoritos (está até no meu orkut ) é o da campanha Roboboy. A mensagem é linda, não necessita de palavras e toca diretamente ao coração de pais, filhos, educadores, fazendo a gente pensar em como as crianças precisam de pouco em termos materiais para crescerem com saúde. Mais do que a parafernália tecnologica que pensamos em lhes oferecer, eles precisam de liberdade e cuidados amorosos para se desenvolverem.
🙂


Como profissional de comunicação gosto de saber como as coisas foram planejadas porque eu sei que sempre há um trabalho imenso por trás do produto final. Só no carnaval tive tempo de pesquisar mais a fundo a história do comercial. Posto a seguir algumas das minhas descobertas sobre o tema. E convido todos a opinarem sobre este direito que toda criança tem, de ser simplesmente criança e que corremos o risco de não conseguir oferecer a eles em nossa vida “civilizada” e corrida.

Em agosto de 2007 a Omo divulgou o estudo inédito ‘Dar aos Nossos Filhos o Direito de Serem Crianças’, que entrevistou mães de 10 países sobre a percepção delas em relação ao brincar e tudo o que cerca este universo, como segurança, falta de tempo delas com os filhos, saúde e obesidade. Os resultados brasileiros estão compilados num livro que li, A Descoberta do Brincar (Maria Angela Barbato Carneiro e Janine J. Dodge, Editora Melhoramentos, 2007.) que eu comentei no post O brincar é algo que também se aprende.

A campanha do Roboboy deu continuidade ao projeto para conscientizar a todos sobre os benefícios da aprendizagem pelas experiências. Roboboy tem início mostrando a vida solitária e sem brincadeiras de um menino-robô. As cenas se passam em um local cercado por natureza. A partir do momento em que um cachorro se mexe e o suja, ele começa a se movimentar e a ter vida. O robô sai de casa e passa a entrar em contato com a terra, as plantas, os bichos e a água e, com isso, vai se transformando em um garoto. O filme encerra com a assinatura: “Toda Criança tem Direito de Ser Criança”.

Curiosidade: o comercial foi gravado em Los Angeles e o robô foi criado e operado durantes as filmagens pela Stan Winston’s Studios, produtora responsável pelos efeitos de Jurassic Park.

P.S. Robotboy (junção de Robot + Boy) é também o nome de um desenho animado (produção francesa para o Cartoon) que meu filho caçula adorava. Conta a história de Tommy, um garoto com poucos amigos e infeliz que descobre no Robotboy um grande amigo e uma missão: torna-lo um menino de verdade. Uma história parecida permeia o livro Ricky Ricota e seu super robô (de Dav Pilkey e Martin Ontiveros, CosacNaify, 2005), há anos um dos preferidos do meu filho mais velho.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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