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Vítima de bullying ao redor do mundo (inclusive em seu próprio país, a Etiópia) após ter sido o último colocado em uma das baterias nos 100m livre na Rio-2016, o nadador Robel Kiros Habte quer aproveitar o momento de grande visibilidade e deixar um legado para o seu povo.  

Ele quer fazer a diferença em seu país, onde não há piscina olímpica (a maior tem 20m), tampouco aquecida.

Uma piscina olímpica mede 50 m de comprimento e 25 m de largura, oferecendo uma profundidade mínima de dois metros. Apresenta dez pistas (mas só oito são utilizadas, as 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8) de 2,5mts de largura cada. A temperatura da água é de 26 graus.


Segundo li, aos 24 anos e em sua primeira olimpíada, seu intuito a partir de agora é estimular o surgimento de novos nadadores na Etiópia, por isso acaba de lançar a Fundação Robel ‘A Baleia’, para desenvolver a natação no meu país, dando oportunidades a jovens e crianças a partir dos 5 anos. 

Para transformar a ideia em realidade, o nadador lançou, na segunda-feira, uma página em um site de crowdfunding, através da qual vai receber doações para a fundação: gofundme.com/2jt3kfw. Sua ideia é arrecadar US$ 200.000.000 (R$ 642.000.000). 

“Meu sonho é mais do que um resultado pessoal: é desenvolver um orgulho nacional. Sempre acreditei que podemos ser bem-sucedidos na natação, como somos no atletismo.”


Recordista nacional dos 50m (26s59) e 100m livre (1m02s), o ‘Baleia’ quer iniciar o projeto na capital, Addis Adeba. De lá, a ideia é expandir para outras cidades do país.

Para dar uma noção da situação do esporte naquele país,  ele, que é filho do presidente da Federação de Natação da Etiópia, Kiros Habte Kinfe, não tem um técnico para treiná-lo!

Mas foi convidado pela Fina (Federação Internacional de Natação) a participar da Rio-2016, Kiros disputou, no ano passado, o Mundial de Kazan, na Rússia. Fez 1m04s41 nos 100m livre e 30s95 nos 50m borboleta.


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