a vida quer

Estive numa exposição sobre o centenário da morte de Machado de Assis na Casa das Rosas no começo do ano e agora novamente vejo manifestações sobre ele. Com Centenário da Imigração Japonesa e bicentenário da chegada da família imperial ao Brasil, os eventos culturais de 2008 foram dispersivos e esta data ficou meio limitada ao mundo literário.

A manifestação mais interessante é a do Museu da Língua Portuguesa que pretendo visitar neste final de semana. A exposição é dividida em capítulos cujos nomes se referem à obra de Machado e tem visitas monitoradas para até 30 pessoas (que não me atraem, mas podem ser interessantes). Quem guiará cada turma são os professores e pesquisadores americanos Kenneth David Jackson e Paul Dixon, Jean Michel Massa (França) e Amina di Munno, da Itália.

“É uma oportunidade única para entender a visão internacional sobre a obra de Machado de Assis, comprovando a importância do autor para a literatura mundial”, explica Antonio Carlos Sartini, superintendente do museu. O percurso durará cerca de uma hora e quinze minutos e pretende atrair universitários, estudiosos e admiradores do escritor. O interessado escolhe uma visita e reserva vaga pelo telefone (11) 3326-0775. Nas datas das visitas monitoradas, o museu abrirá exclusivamente para a atividade.

Segundo a Folha de S. Paulo, a exposição descanoniza Machado. 😉 Terminado o percurso da exposição, o museu abriga o “Largo do Machado”, com 400 livros que o público pode ler em poltronas. Bem no clima de visitante-leitor proposto. Informações no site do Museu.

A homenagem que o Sesc Pompéia está realizando também me animou e é preciso correr, porque só fica até setembro. Andei programando passeios lá com algumas blogueiras que conheço virtualmente e que tem filhos pequenos e tentarei fazer um programa só. Vamos ver se dá certo.

Um espaço ambientado oficinas literárias e web-literatura, performances teatrais, leituras dramáticas, saraus musicais, narração de história e espetáculo teatral, divididas em três salas na área de convivência da unidade: O Alienista, Capitu e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Fiquei imaginando o Rio de Janeiro da época de Machado, lembrando da realidade descrita na obra dele e pensando naquela geografia maravilhosa numa época em que havia desigualdade sim, mas a violência não chegara a índices alarmantes. Os costumes do final do século 19 também me atraem, li toda obra do Eça de Queiroz e gosto dos romances vitorianos (estou lendo devagar a obra de Jane Austen no original). Enfim, como não estar curiosa sobre esta exposição com cenografia de Valdy Lopes?

Detalhes da programação do Sesc eu publiquei no Meu Clipping. E vale visitar um blog homônimo que tem detalhes interessantes sobre as atividades. 

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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