sustentabilidade

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“Os jovens não são os líderes de amanhã, são os líderes de hoje” Ban Ki-moon na #Riomais20 Voltei do Rio na noite passada, ciente de que, se não pude ver tudo (ninguém poderia, nem mesmo no streaming, onde mais coisas são possíveis), aproveitei o que podia da chance de estar na cidade onde este encontro incrível acontecia. Lendo algumas coisas vi algumas passagens do debate Futuros Sustentáveis: Acelerando o Progresso dos ODMs – Objetivos de Desenvolvimento do Milênio pelas inovações da juventude, no qual Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, disse a frase que coloquei em destaque na imagem da abertura do post:  “Os jovens não são os líderes de amanhã, são os líderes de hoje”. Como não concordar com ele? Afinal, “podemos combinar a tremenda influência de nossos líderes com a paixão dos jovens para criar o futuro que queremos“.

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Outra participante do debate era a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que compartilhou um conselho que aprendeu com o seringueiro e ativista Chico Mendes: “para realizar ações não é preciso ter ambição, é preciso ter compromisso. O compromisso faz com que superemos o egoísmo e a ambição. Tenho certeza que se tivéssemos colocado o compromisso no lugar da ambição, nesta conferência, teríamos conseguido meios para o financiamento, a governança necessária para implementar a agenda sustentável e um documento que não estaria sendo tão criticado”.

Pena que, para alguns, nada mudou, continuam entoando que “o Brasil é o país do futuro”, como dizia uma música da minha adolescência… vinte anos se passaram daquele tempo em que achávamos que tínhamos deixado para trás o que nossos pais viveram em termos de opressão política, mas, ao voltar deste encontro no Rio, penso que caímos numa nova opressão, a da necessidade de consumir para ser.

“Não se esqueça, temos sorte
E agora é aqui
Quando querem transformar
Dignidade em doença
Quando querem transformar
Inteligência em traição
Quando querem transformar
Estupidez em recompensa
Quando querem transformar
Esperança em maldição
É o bem contra o mal
E você de que lado está?”
Renato Russo em 1965 – Duas tribos

E qual a diferença real entre a geração dos meus pais, nascidos na década de 1940, jovens nos idos de 1965-70, da minha, nascida na década de 1970 e jovem na década de 1990 e a dos meus filhos, que fazem parte dos jovens (e, espero, agentes de mudança) nesta década de 2010-20? Quem respondeu por mim foi Muhammad Yunus, que eu tanto admiro e pude ouvir novamente ao vivo no evento de terça-feira. Ele também compôs a mesa neste debate que cito no post e resumiu: “essa geração de jovens é a mais poderosa da história da nossa humanidade. Conectados pela internet e por telefones celulares, os jovens hoje estão constantemente em contato uns com os outros.

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E você, de que lado está nesta realidade?

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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