Uma revolução silenciosa no cotidiano

a day made of glass

Em ”A Day Made of Glass” uma família vive um cotidiano que “meio Jetson’s”, com tudo feito de vidro e touch screen (do espelho do banheiro que agenda compromissos à mesa de trabalho que vira computador com um toque), num “futuro lindo e reluzente”.

Ao terminar de ver o vídeo, indicação do meu filho (que viu na escola), conclui: exceto pelos muitos vidros lindos, boa parte desta tecnologia já está ao nosso alcance em dispositivos móveis e nos nossos computadores pessoais e utensílios domésticos. A geladeira já é inteligente e controla a temperatura conforme o uso há tempos, o fogão se autorregula, o microondas prepara comidas para nosso tempo de ficar cozinhando ser menor ou mais produtivo. Como no vídeo do meu filho, eu baixo a edição digital do meu jornal no iPad enquanto o café passa, leio enquanto vejo como anda o banho e a troca de roupas dos filhos, entro no carro para ir ao trabalho conectando tudo para acertar o dia com a equipe de trabalho usando o viva-voz.

Boa parte da minha equipe trabalha de casa por uma opção minha: para quê trazer o cara para perto de mim se a gente vai produzir do mesmo jeito trabalhando em online meeting no Skype? Só nos vemos (no geral uma ou duas vezes por semana) para reuniões que exigem um brainstorm “olho no olho” ou para “matar a saudade” de rir no café e fazer “batalha de iPods” no escritório.

Assumir esta opção de vida, a do trabalho remoto quando é possível, parece uma festa, mas é exigente. A gente precisa aprender a se organizar e a ser ao mesmo tempo “peão e chefe”, controlar as atividades e não ser tirano, aproveitando a otimização de tempo que a mobilidade permite sem se tornar escravo dos gadgets e não parar de trabalhar nunca. No entanto, é uma opção viável e cada dia mais adotada por empresas.

Gostou da ideia?

Pois esta revolução silenciosa, que ganhou força nesta última década e começou com a internet como parte do nosso cotidiano profissional, está reduzindo distâncias e permitindo a descoberta de talentos inusitados, é o tema de um livro que deixo aqui como dica para vocês: O mundo é plano – o mundo globalizado no século XXI, de Thomas L. Friedman.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.