Respondendo as dúvidas dos leitores sobre economia doméstica

Há algumas semanas gravei vídeos em resposta às dúvidas de leitores do do site Investe em Você da Petrobras no qual atuei em 2011 como especialista em Economia Doméstica. Acabei não comentando da gravação aqui e lembrei que, neste começo de ano, com as idas e vindas de contas, tributos e planos financeiros, pode ser um conteúdo útil.

As perguntas foram:

Meu salário não está cobrindo as despesas do mês e já começo a ter dívidas. O que devo priorizar e quais as alternativas?

“O que priorizar em caso de dívidas?”

Em primeiro lugar, assuma a sua realidade financeira. Sente, respire fundo, reuna a familia para deixá-los ao par da situação. Depois mãos à obra, fazendo um planilhamento de todos os custos fixos e fundamentais com a manutenção do lar, como o aluguel, alimentação, transporte, água, luz e escola. Todas as demais despesas devem ser “aniquiladas” do orçamento nesta fase emergencial – tv a cabo, almoços e jantares fora de casa- e sugiro que o uso do carro fique restrito, se for possível dentro da sua realidade de trabalho. Se ainda assim a sua situação não estiver melhorando, está na hora de aumentar a renda e nessa hora criatividade e determinação nessa vale muito.

E nesta linha, vale a resposta a outra dúvida frequente:

Quantos por cento do meu salário é ideal para gastos pessoais? O que é considerado supérfluo?

Depende muito da realidade de cada família. Imaginando uma familia com filhos e compromissos fixos, o ideal é administrar sempre renda, tendo por base a cobertura dos custos fixos e de uma poupança mensal. Cobertas as duas necessidades básicas, o restante é superfulo. Não existe uma “receita de bolo” para planejamento financeiro, o importante é estabelecer uma equação que atenda tudas as necessidades da família. Lembre-se de que aumentar a renda também deve ser uma das partes dessa equação.

Gostou? Nas próximas quintas-feiras compartilharei duas outras dicas, sobre compra de imóvel (é melhor comprar na planta, financiar ou construir?) e aposentadoria (será que a previdência privada substitui 100% o INSS?).

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook