Você é resiliente?

A resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico.

Eu já comparei esta “habilidade ninja” com o que a gente ganha ao se tornar pai e mãe:

Saber atuar sob pressão, responder rapidamente em momentos de crise, demonstrar criatividade e encontrar soluções mesmo com poucos recursos são apenas algumas das muitas habilidades que ganhamos quando temos filhos. Descobrimos um novo jeito de ser e, principalmente, de reagir ao mundo à nossa volta.

Algumas pessoas nem precisam ter filhos. Nascem sendo resilientes. Mas quem não tem isso, pode aprender, sabiam?

Com boa vontade, acredito que podemos exercitar e aprimorar a resiliência. Se naturalmente ela permitiria que algumas pessoas fossem capazes de utilizar as pistas que leem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a autorregulação, imaginem se a gente exercitar conscientemente?

Podemos reduzir muitos problemas cotidianos. Afinal, a capacidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse é apenas uma das vantagens que o comportamento resiliente traz.

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Quer ver se você é um deles? Veja outras características fariam parte do comportamento resiliente:

  • Controle de impulsos: a capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema neuromuscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente pela experiência de uma emoção.
  • Otimismo: a resiliência traria a crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.
  • Análise do ambiente: capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro ao invés de se posicionar em situação de risco.
  • Empatia: significando a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos)(colocar-se no lugar do outro).
  • Autoeficácia: convicção de ser eficaz nas ações propostas.
  • Alcançar pessoas: a capacidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas para viabilizar soluções para intempéries da vida, sem receios e medo do fracasso.

Quando essa habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades para cultivar vínculos e com frequência desgastam, no âmbito emocional, aqueles com quem convivem em família ou no trabalho.

A coach e e coautora do livro “Coaching na Prática – Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida”,  Bibianna Teodori, lista 7 passos para aumentar a resiliência:

1) Mantenha o foco no futuro. Olhe para frente e não se prenda ao passado.

 2) Mantenha-se motivado. Lute por seus sonhos e objetivos. Quem trabalha por seus ideais não tem tempo para chorar mágoas.

 3) Invista em seus relacionamentos. Eles são uma grande fonte de apoio e de encorajamento.

 4) Mude o hábito de colocar defeito nas coisas e de ver apenas o que as pessoas têm de pior. Combata o costume de ter uma opinião formada sobre tudo.

 5) Redescubra as coisas que lhe dão prazer. Fique atento as suas necessidades. Cuide de sua mente, de seu corpo e de sua saúde.

6) Fique atento às necessidades dos outros. Contribuição e compaixão aumentam a resiliência.

 7) Resiliência não é rejeitar ou ignorar as emoções negativas, mas apenas não permitir que elas controlem você. Fique atento!

P.S. Será a Resiliência a ferramenta para educação de qualidade? Um livro de Ana El Achkar tem este título e me deixou curiosa. E outro estudo brasileiro sobre o tema teve como foco os professores de Ensino Fundamental. George Barbosa estudou a Resiliência em professores do ensino fundamental de 5ª a 8ª Série, tema que foi parte de sua tese de Doutorado em Psicologia Clínica, pela Pontifica Universidade Católica de São Paulo, em 2006. Ele é um dos fundadores da SobrareSociedade Brasileira de Resiliência, que promove um Congresso sobre o tema em novembro. 😉

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.