A resiliência financeira das cidades contemporâneas

No mundo todo, governos e comunidades têm se aproximado para decidir, colaborativamente, questões estratégicas para o futuro. Alocação de recursos e controle das prestações de serviço são alguns dos pontos de intersecção nos quais o Estado e seus cidadãos podem agir juntos. Para visitar exemplos de sucesso e debater modelos possíveis de colaboração, o Grupo de Pesquisa A Resiliência Financeira das Cidades Contemporâneas do IEA-USP realizará o seminário International Experiences of Co-production: Engaging the Citizen in the Public Sector, no dia 1º de outubro de 2018, às 16h.

Ao saber deste encontro, fui saber mais do Grupo de Pesquisa A Resiliência Financeira das Cidades Contemporâneas, claro!

A partir dos estudos de dinâmica financeira e orçamentária de governos municipais e de trabalhos sobre resiliência organizacional, o grupo, que surgiu neste ano, dedica-se à analise de como a administração pública assimila períodos de crise e como políticas públicas são impactadas nesse contexto.

A iniciativa é integrada por pesquisadores da USP, Uerj, FGV-RJ, UFPA, Universidade Alpen-Adria de Klagenfurt (Áustria), Universidade Paris-Dauphine (França) e Universidade de Birmingham (Reino Unido). Participam também especialistas em governança do setor público do grupo Public Sector Accounting & Governance in Brazil.

Ao longo de sua atuação no IEA, o grupo debaterá, de forma interdisciplinar, os principais impactos da crise financeira observados nas cidades, estudará os casos de São Paulo e Belém, realizará workshops e produzirá artigos acadêmicos, guias ou manuais para a formação de lideranças e gestores púbicos e um documentário destinado a levar a discussão ao público em geral.

No evento que acontece as vésperas das eleições 2018, o seminarista será Tony Bovaird, professor emérito da Universidade de Birmingham, na Inglaterra. Com experiência em diversos países na capacitação de arranjos de colaboração em coprodução, atuando como consultor da Governance International, Bovaird participará do debate com André Carlos Busanelli, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-RP) da USP de Ribeirão Preto e coordenador do grupo que organiza o evento, e André Feliciano Lino, doutorando do Programa de Doutorado em Controladoria e Contabilidade da FEA-RP.

Em sua palestra, Bovaird apresentará casos de sucesso em diversos países e propostas sobre como desenvolver esse tipo de arranjo de governança.

Os exemplos mais comuns no Brasil vão desde o orçamento participativo até atividades individuais, como a separação e reciclagem de lixo doméstico, mutirões de controle de dengue, vigilância comunitária e proteção de praças e ruas da vizinhança.

Esse foi o tema de um dos painéis do GIFE, quem viu? A mesa com  Andreia Rabetim, da Fundação Vale Anna Peliano – Comunitas, David Saad, do Instituto Natura, Eduardo Szazi, da Szazi Bechara Storto Advogados e Marcos Vinicius de Souza, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exteriror (MDIC), algumas perguntas foram respondidas.

A articulação do investimento social privado com políticas públicas é, sem dúvida, uma forte estratégia para implementar a visão de um investimento social com maior impacto, relevância, abrangência e diversidade, podendo, inclusive, gerar resultados nessas quatro dimensões simultaneamente. O desenvolvimento desta relação, no entanto, implica em entender como ela tem se dado e qual o potencial de fortalecimento mútuo considerando os diferentes formatos e intensidades em que tem se desenhado.
O painel abordou a evolução dos modelos de interação entre investimento social privado e políticas públicas no Brasil procurando debater questões como: Estamos vivendo um novo marco das relações publico-privadas? Quais são os arranjos possíveis, suas possibilidades e desafios? Quais são os papéis e responsabilidades de cada um? Quais são os limites desta relação? A governança colaborativa pode ser um caminho para responder a expectativa dessa incidência?
O vídeo não é “profissional”, mas dá dimensão do tema sob o ponto de vista de brasileiros envolvidos:

O evento acontecerá na sede do IEA e os interessados em participar presencialmente devem se inscrever com antecedência. Haverá também uma transmissão ao vivo, para a qual não é necessário se inscrever. As atividades serão realizadas em inglês, sem tradução simultânea.

 

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook