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Repelentes na mira dos direitos do consumidor.jpeg

Na semana passada eu conversava com uma amiga sobre viagens para praia e quando ela me indicou um lugar no Litoral Norte de São Pauloeu já recuei dizendo que onde tem inseto eu não posso ir. Sou uma especialista informal no assunto, tamanha a alergia que tenho de picadas. Felizmente meus filhos não sairam tão “doces” quanto eu para os insetos, mas são daquelas crianças que a mãe evita que saiam sem repelente quando vão para algum lugar mais “selvagem”. (risos)

No entanto, não dá para usar repelente assim, sem ler os ingredientes e cuidar do que se passa na pele.

Uma novidade pode ajudar os pais: os produtos repelentes passarão a ter um regulamento específico e rótulos mais claros para o consumidor.

A mudança, que vem com um conjunto de novas regras para estas mercadorias, é decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Na linha contra o consumismo infantil, uma das mudanças está no rótulo que não poderá utilizar imagens e figuras de apelo infantil, mesmo se o uso for indicado para crianças.

Na ocasião do pronunciamento, a gerente-geral de Cosméticos da Anvisa, Josineire Sallum, disse que mesmo os repelentes para uso infantil são tóxicos e por isso devem ser aplicados por um adulto. A medida busca prevenir acidentes, já que o uso de imagens e figuras de apelo infantil pode despertar o interesse das crianças. No entanto, os fabricantes poderão continuar utilizando cores e dizeres apropriados para distinguir o produto de uso adulto e o de uso infantil.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, reitera outro aspecto da medida, que reflete uma preocupação da Agência em zelar pelo público mais vulnerável: “Há muitos aspectos que contemplam o universo infantil; esse cuidado é importante em todo o produto destinado às crianças, quer seja cosmético, alimento ou medicamento. Não podemos induzir uma criança a beber um produto por ele ter um aroma gostoso, isso é arriscado, ele pode ser tóxico.”

Uma novidade para mim foi tomar conhecimento de um ingrediente conhecido como Deet, que não deve ser utilizado em menores de dois anos. A partir de agora o rótulo indicará a presença da substância e também deverá deixar claro que o produto não deve ser utilizado mais do que três vezes ao dia em crianças de dois a 12 anos.

E vejam como é importante acompanharmos isso como sociedade: fui ler mais sobre o tema e descobri uma pesquisa publicada no periódico científico “PLoS ONE” que mostra que mosquitos Aedes aegypti, após serem expostos uma primeira vez ao repelente do tipo DEET, passaram a ignorá-lo algumas horas depois. Os pesquisadores expuseram os insetos da espécie, conhecida por transmitir a dengue, a uma pequena dose do DEET, um repelente muito usado comercialmente, inclusive no Brasil, e verificaram que, três horas depois, os animais não eram mais repelidos pelos produto.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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