a vida quer

Aqui em casa somos consumidores de arte. Veja bem, não compramos obras, gostamos de visitar as exposições que mostram arte antiga, moderna, contemporânea. Giorgio, meu caçula, é especialmente vidrado em instalações inusitadas, como já contei sobre a Yoko Ono e Tatsumi Orimoto.

Soube agora pelo @sescsp que uma exposição foi inaugurada hoje no Sesc Paulista e atende a vários interesses do Gio, pois além de mostrar formas de arte modernas tem um quêzinho da nossa vida – porque mostra galpões do antigo reduto industrial da Mooca e a construção do Sesc Belenzinho, o primeiro que conhecemos em São Paulo e que está em reformas. É possivel ver também ruínas incas de Machu Picchu, templos destroçados no Camboja, teatro na cidade histórica de Cartagena e fachadas do conjunto habitacional de Taipé entre as imagens da exposição que abre hoje e se estende até 13 de julho, no espaço do térreo e 4º andar do SESC Avenida Paulista.

A exposição Relíquias e Ruínas conta com curadoria de Alfons Hug em parceria do SESC com o Instituto Goethe, e traz 31 obras, incluindo vídeo-instalações, um projeto de internet, uma instalação sonora e seis conjuntos fotográficos. São 11 os artistas participlantes: Lidia Abdul (Afeganistão), Julian Rosefeldt, Hans Christian Schink e Frank Thiel (Alemanha), Caio Reisewitz, Mauro Restiffe e Vicente de Mello (Brasil), Edward Burtynsky (Canadá), Rainer Krause (Chile), Marine Hugonnier e Robert Cahen (França), e Sandra Gamarra Heshiki (Peru).

As obras são resultado de pesquisas realizadas em diversos locais, como Amazônia, Colômbia, norte do Chile e Camboja. Nessas viagens, os artistas coletaram imagens que revelam abandono, decadência e grandiosidade de monumentos importantes e as pessoas que se relacionam com eles.

Segundo o curador Alfons Hug, a exposição busca respostas para algumas questões:

  • Como certos locais adquirem um significado mais elevado, até mesmo mítico?
  • Como são articulados esses locais da nostalgia pela arte contemporânea?
  • Qual é a função dos santuários da contemplação e da reflexão em meio ao caos da vida moderna?

Serviço:

  • Relíquias e Ruínas
  • De 16/05 a 13/07. Terça a sexta, das 11h às 21h. Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h.
  • SESC Avenida Paulista | Av. Paulista, 119 – 3179-3700
  • Grátis

P.S. Um dos destaques é artista afegã Lida Abdul, autora da foto ( Brick Sellers of Kabul) que ilustra o post. Em um de seus vídeos, Brick Sellers of Kabul (“Vendedores de tijolos de Kabul”), meninos empilham tijolos – restos de construções demolidas – em troca de algumas moedas. Em outro, Clapping with Stones (“Batendo palmas com pedras”), Abdul relembra as estátuas de budas explodidas pelos talibãs no deserto de Bamyian, onde sobraram só pedras.

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Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

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