Relembrando dos cadernos de receita

20120303-162826.jpg

Neste sábado, depois de passear de bicicleta logo cedo e tomar açaí e água de coco para repor as energias neste calor de começo de março, passei algumas horas na cozinha. Os meninos convidaram amigos para brincar e aproveitei para ter um daqueles sábados outonais inventando na cozinha. Não tem “plateia” melhor para testar (aprovar) comidas novas do que um grupo de meninos que brincaram muito! A fome é o melhor tempero e a infância traz sabores ainda melhores né?

Testei (com umas invencionices minhas) a receita de Bolo de cenoura indiano que postei ontem no Conversas de Cozinha e depois resolvi fazer farinha de granola para preparar muffins de maçã. Foram testes mesmo, mas que contam com três décadas na cozinha para funcionar.

20120303-163109.jpg

Há poucas semanas ganhei um caderno de receitas lindinho da Claudia Midori (do blog Aventuras Gastrônomicas) e o presente me fez perceber que comecei a cozinhar #aos9 e lá se vão três décadas!

Cedo, ainda mais se considerar que eu queria fazer tudo e em um ano já era “responsável” pelo almoço de sábado em casa. Eu devia deixar a empregada e a babá malucas (ainda tinha babá, mas queria ser cozinheira!), mas contei com apoio e aplausos de meus pais e minhas avós.

Tudo começou com uma receita que uma vizinha, dois anos mais velha, me deu: Bolo nega maluca. Minha mãe sempre fez Gateau au chocolat que, como toda receita francesa, dava um trabalhão! Então, quando descobri que se fazia bolo de chocolate gostoso sem complicação, amei! Mas, depois de pedir várias vezes para ela me dar a receita e perder o papel depois de fazer, ela me disse para comprar um caderno e começar a anotar tudo lá. Nunca mais fui a mesma depois daquele caderninho!

Já passei as receitas a limpo em outros cadernos e no computador, mas nada me faz deixar aquelas linhas originais.
As folhas, soltas, manchadas de ovo, óleo, farinha e tudo mais que faz parte das receitas gostosas, estão guardadas até hoje. E sabem o melhor? Junto da história da família (como as receitas de Bolinho da graxa da minha vó e Biscoito de polvilho da minha bisa), está a minha história emocional.

20120303-164145.jpg

P.S. Eu quase segui carreira, mas percebi, a tempo de prestar vestibular para jornalismo, que preferia ter a gastronomia como parte da minha vida privada. E me tornei especialista em uma das melhores coisas na cozinha: confort food (comida de mãe!). 🙂

Você pode gostar também de ler:
The following two tabs change content below.
Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena. Um breve resumo: cristã, jornalista, netweaver na otagai.com.br, blogueira no @avidaquer @maecomfilhos @cosmethica.

Comentários no Facebook