sustentabilidade

Não, vocês não leram errado. Sou eu mesma, Julianna Antunes, do www.sustentabilidadecorporativa.com que está aqui invadindo o blog da Sam.

Antes de começar a escrever, peço desculpas pela demora em postar esse texto. Mas escrever um artigo de sete páginas (em Times 10, hein! E sem figuras!) sobre economia de baixo carbono no setor de petróleo e gás, consumiu todo meu tempo e, principalmente, o (pouco) talento para as palavras. Perdoada?

Pois bem, a convite da Sam fui cobrir nos dias 24 e 25 de abril o Sustainable Brands 2014, um dos principais eventos de sustentabilidade do país e totalmente minha praia, já que o tema principal é sustentabilidade nas empresas. O evento, que está presente pelo segundo ano no Brasil, trouxe uma novidade para 2014, o Innovation Open, que é uma competição entre start-ups com projetos inovadores que tragam benefícios sociais, ambientais e/ou econômicos por meio de seus produtos ou serviços.

O SB consiste em plenárias, exposições e sessões temáticas com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. No dia 24, a parte da manhã foi reservada a palestras com líderes empresariais e especialistas que apresentaram cases relacionados à nova economia, negócios sociais, engajamento e economia colaborativa. E aí que a palestra que fez meu coração bater mais forte foi a do Walfredo Linhares, da Solazyme. Por que?

Vocês lembram que lá no início eu disse que estava escrevendo um artigo sobre economia de baixo carbono no setor petróleo e gás, certo? Então, a Solazyme é uma empresa de biotecnologia que trabalha com a transformação do açúcar em óleos. Associaram economia de baixo carbono, petróleo, óleo de açúcar?

Bom, e aí que assumo que tenho um gosto meio esquisito e que difere da maioria, principalmente do que meninas lindas e meigas costumam gostar (mesmo assim sou linda e meiga, viu?). Mas além de ficar babando ao ouvir um cara falar sobre microalgas, açúcar, biocombustível e afins, eu também babei por algumas palestras inspiradoras, daquelas capazes de fazer a gente ter certeza que podemos ser pessoas melhores.

Uma das palestras inspiradoras foi a do Imagina na Copa, que procura retratar em vídeo iniciativas em todo o Brasil (em todo Brasil mesmo!) para a construção de um lugar melhor para vivermos. Outra que também tocou meu coração foi a palestra do Caio Bonatto, da Tecverde, uma empresa de engenharia que usa conceitos inovadores e sustentáveis para a construção de casas. Mais do que o produto, para quem é empreendedor, a história da empresa é uma lição de vida.

E aí que além de todas as palestras, workshops e plenárias, no meio do Sustainable Brands tinha um tal de Innovation Open. E aí que eu, Julianna Antunes, com o sustentAPP, estava participando da competição. Pausa para o Jabá: o sustentAPP é um aplicativo de diagnóstico que tem o objetivo de tornar a sustentabilidade acessível e descomplicada a empresas de todos os portes, gerando alto impacto na gestão a um baixo custo. Como? Através do uso da tecnologia. No caso, um aplicativo. Fim do Jabá.

Pois bem, o Innovation Open foi uma competição onde startups inovadoras com foco em sustentabilidade se inscreviam, passavam por uma avaliação técnica e as dez selecionadas (uma delas por voto do público, nove por critérios técnicos) tinham quatro slides e quatro minutos para se apresentarem para um corpo de jurados que representavam aceleradoras, investidores, mercado e afins.

A competição teve empresas já estabelecidas e empresas ainda em fase de implantação. Ao final do dia foram escolhidas quatro finalistas, que se apresentariam para o público no dia seguinte, quando, então, seria escolhida a empresa vencedora. Os finalistas foram Wise WasteTreebosItatijuca Biotech e Dentista na Favela, sendo a Treebos a vencedora pelo júri técnico e o Dentista na Favela recebendo menção honrosa do público.

E aí que o post está gigante e vou tentar resumir o dia 25/04.

O segundo dia de evento teve palestras e plenárias bem focadas em cases empresariais, com participação de gestores da Raízen, Unilever, GPA, Basf (<3 <3 <3 é a empresa que mais tenho carinho e mais acredito quando falam de sustentabilidade e inovação), dentre outros.  E aí que a fala constante nessas plenárias sobre empreendedorismo, negócios sociais, inovação e intraempreendedorismo indica uma tendência que me deixa muito feliz: há cada vez menos espaço para aqueles que queiram criar negócios sem levar em conta a sustentabilidade e cada vez mais há espaço para empreender mesmo sendo funcionário de uma empresa.

P.S. O texto está sem imagem pois dá erro ao tentar fazer upload. Se alguém souber como resolver isso, dá um alô, já que não entendo nada de wordpress!

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